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DIP – Dependency Inversion Principle (Princípio da inversão de dependência)

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24 de agosto de 2017

Veja o índice completo do tópico “S.O.L.I.D”

Olá pessoas …

whew Até que enfim, chegamos ao final da série “S.O.L.I.D“, vamos agora ver a letra do acróstico que define a sigla DIP Dependency Inversion Principle (Princípio da inversão de dependência).

Definição

note-taking
  • Classes de alto nível não devem depender de classes de baixo nível. Ambas devem depender de abstrações;
    • Isso quer dizer que na minha hierarquia de classes, as classes mais genéricas, não devem depender de classes  mais especializadas. (Veja: Generalização e Especialização).
  • Abstrações não devem depender de detalhes. Detalhes devem depender de abstrações.
    • Com esta definição, eu quero dizer que as minhas classes abstratas devem ser sempre classes estáveis e os detalhes da implementação devem ficar nas classes mais instáveis.

O que NÃO vamos falar aqui

Neste artigo não iremos falar detalhadamente de:

  • Classes estáveis x Classes instáveis;
  • IoC (Inversion of Control);
  • DI (Dependency Injection);
  • Contêiner (Autofac, Ninject, Spring);

Mas prometo voltar aqui no futuro e corrigir os links para artigos sobre cada assunto que irei escrever.

Não confundir este princípio com Injeção de Dependência, injeção de Dependência é a ideia de injetar código através de algum contêiner ou framework que vai fazer isso para você.

Aqui, você vai inverter, não injetar, a maneira como você depende das coisas.

Problemas ao ferir o princípio

Quando ferimos o princípio da inversão de dependência, temos um código com baixa coesão e alto acoplamento. Dar manutenção em um código escrito desta maneira se torna complexo, uma vez que muitas classes dependem de outras classes concretas e as classes concretas não são estáveis.
Ferimos o princípio da responsabilidade única, uma vez que uma classe pode fazer coisas que não diz respeito à ela.
Em sistemas grandes, onde a customização em clientes se faz necessária, é praticamente impossível de conseguir uma boa customização.
Fica mais difícil escrever testes de unidade, pois não temos como garantir que todas as funcionalidades, ou parte sejam testadas.

certo-ou-errado

Certo ou errado?

Abaixo, iremos ver dois exemplos, começaremos pelo errado e onde erramos e em seguida o correto e o que corrigimos.

 

Ferindo o princípio

errado

Isto está errado.

Lembra do primeiro princípio? (Veja: Princípio da Responsabilidade Única). O código “errado” é reproduzido abaixo.

/*
 * Classe apenas para fins de exemplo e aprendizado.
 * Não considera nenhum tipo de validação ou regra ou se utiliza de algum framework.
 */

 using System;
using System.Collections.Generic;

namespace Solid.Errado
{
    public class Cliente
    {
        #region Private Methods

        private void Adicionar()
        {
            Validar();
            Console.WriteLine($"O cliente {Nome} foi inserido.");
        }

        private void Atualizar()
        {
            Validar();
            Console.WriteLine($"O cliente {Nome} foi atualizado.");
        }

        #endregion Private Methods

        #region Public Properties

        public string CNPJ { get; set; }
        public int Codigo { get; set; }
        public DateTime DataCadastro { get; set; }
        public string Email { get; set; }
        public string Endereco { get; set; }
        public string Nome { get; set; }

        #endregion Public Properties

        #region Public Methods

        public void EnviarEmail()
        {
            Console.WriteLine($"O e-mail foi enviado para o endereço {Email}");
        }

        public void Excluir(long id)
        {
            Console.WriteLine($"O cliente {Nome} foi excluído.");
        }

        public void Salvar()
        {
            if(Codigo != 0)
                Atualizar();
            else
                Adicionar();

            EnviarEmail();
        }

        public IList<Cliente> Selecionar(long? id = null)
        {
            List<Cliente> result = new List<Cliente>();

            return result;
        }

        public bool Validar()
        {
            if(String.IsNullOrWhiteSpace(Nome))
                throw new Exception("O nome é obrigatório");

            if(!Email.Contains("@"))
                throw new Exception("O e-mail não é válido");

            if(CNPJ.Length != 14)
                throw new Exception("O CNPJ não é válido");

            return true;
        }

        #endregion Public Methods
    }
}

No código acima a classe de cliente é responsável por enviar e-mail, se validar, realizar CRUD,  tem acesso ao banco de dados, conhece a implementação do envio de e-mail, enfim. Faz tudo que não se pode fazer.

Realizar a manutenção neste código seria trabalhoso, demorado e totalmente passível de erros.
É demasiado complicado realizar um teste de unidade.

Corrigindo o princípio

certo

Isto está correto.

Aqui, iremos mostrar os fontes e detalhar as classes que foram comentadas no primeiro princípio. (Veja: Princípio da Responsabilidade Única).
Vamos definir aqui a classe de clientes com algumas alterações, para remover a depêndencia com validações, envios de e-mail e estratégias.

Podemos perceber que na classe de clientes, eu não tenho nenhuma chamada para validação e envio de e-mails, mas isto irá acontecer em nossa estratégia.

Devido ao fato de sempre trabalhar com sistemas ERP, onde se exige muitas customizações e mudanças de regras de negócio, é por isso que eu utilizo o Strategy Pattern.

/*
 * Classe apenas para fins de exemplo e aprendizado não considera nenhum tipo de validação ou regra ou se utiliza de algum framework.
 */

using Solid.Certo.Persistence.Abstract;
using Solid.Certo.Repository;
using System;

namespace Solid.Certo.Persistence
{
    public class Cliente: EntityBase
    {
        #region Public Properties

        public string CNPJ { get; set; }
        public DateTime DataCadastro { get; set; }
        public string Email { get; set; }
        public string Endereco { get; set; }
        public string Nome { get; set; }

        #endregion Public Properties

        #region Public Methods

        public override void Salvar()
        {
            //Não estou usando o Repository Pattern
            //E vou me permitir fazer isso na classe de cliente e não em um repositório
            DummyDBContext<Cliente>.Salvar(this);
        }

        #endregion Public Methods
    }
}

Quem é responsável por chamar as minhas estratégias é o “DummyDBContext“, ele se torna responsável por garantir que a estratégias será executada.

Vamos ver a implementação desta classe a seguir.

/*
 * Classe apenas para fins de exemplo e aprendizado não considera nenhum tipo de
 validação ou regra ou se utiliza de algum framework.
 *
 * Iremos assumir que nossos objetos serão salvos por um contexto de base de dados.
 * Cada linguagem ou ORM irá implementar de forma diferente.
 *
 */

using Solid.Certo.Persistence.Contract;
using Solid.Certo.Strategy.Contract;
using System;
using System.Collections.Generic;

namespace Solid.Certo.Repository
{
    /*
     * Nesta classe a inversão acontece claramente, uma vez que a minha classe de acesso os
 dados não sabe quem vai validar e nem como vai validar os dados que serão enviados ao banco de dados. 
Ela simplesmente usa a interface de estratégia para achar a estratégia correto e realizar as validações necessárias.
     * 
     */
    public static class DummyDBContext<TEntity>
        where TEntity : class, IEntity
    {
        #region Private Methods

        private static void Adicionar(TEntity entity)
        {
            Console.WriteLine($"A entidade {typeof(TEntity).Name} foi salva na base de dados.");
        }

        private static void Atualizar(TEntity entity)
        {
            Console.WriteLine($"A entidade {typeof(TEntity).Name} foi atualizada na base de dados.");
        }

        private static void EhValida(TEntity entity)
        {
            foreach(string item in RecuperarEstrategia(entity).Validar())
            {
                throw new Exception(item);
            }
        }

        private static IPersistenceStrategy<TEntity> RecuperarEstrategia(TEntity entity)
        {
            IPersistenceStrategy<TEntity> result = 
                   DependencyService.StrategyDependencyManager.RecuperarEstrategiaPersistencia(entity);
            result.Entidade = entity;
            return result;
        }

        #endregion Private Methods

        #region Public Methods

        public static void Salvar(TEntity entity)
        {
            EhValida(entity);
            RecuperarEstrategia(entity).AntesDeSalvar(entity);

            if(entity.Codigo > 0)
                Atualizar(entity);
            else
                Adicionar(entity);

            RecuperarEstrategia(entity).DepoisDeSalvar(entity);
        }

        public static IEnumerable<TEntity> Selecionar(long? id = null)
        {
            List<TEntity> result = new List<TEntity>();

            foreach(TEntity item in result)
            {
                yield return item;
            }

            yield break;
        }

        #endregion Public Methods
    }
}

Podemos perceber que a classe “DummyDBContext” não precisa conhecer as estratégias, nem as validações, nem o serviço de e-mail.
Isso é feito pela classe de serviço “DependencyService.StrategyDependencyManager” no método “RecuperarEstrategiaPersistencia“.

Cada framework ou contêiner de injeção irá fazer de uma forma, aqui estamos fazendo desta forma, pois não é o nosso foco usar qualquer framework de injeção de depêndencia.

Ok. Mas como devo implementar a estratégia para que ela faça a validação da minha classe antes de salvar.

 

Primeiro temos que implementar nosso serviço de injeção de depêndencia. Veja abaixo a classe “StrategyDependencyManager”.
Esta classe vai registrar as nossas estratégias no método “RegistrarEstrategias”.

/*
 * Classe apenas para fins de exemplo e aprendizado não considera nenhum tipo de validação ou regra ou se utiliza de algum framework.
 */

using Solid.Certo.Persistence.Contract;
using Solid.Certo.Strategy;
using Solid.Certo.Strategy.Contract;
using System.Collections.Generic;

namespace Solid.Certo.DependencyService
{
    public static class StrategyDependencyManager
    {
        #region Private Fields

        private static Dictionary<string, IStrategy> estrategias = new Dictionary<string, IStrategy>();

        #endregion Private Fields

        #region Public Methods

        public static IPersistenceStrategy<TEntity> 
                      RecuperarEstrategiaPersistencia<TEntity>(TEntity entity)
            where TEntity : IEntity
        {
            return (IPersistenceStrategy<TEntity>)estrategias[entity.GetType().Name];
        }

        public static void RegistrarEstrategias()
        {
            //aqui eu mantive fixo, mas o correto é manter de forma dinâmica. (desacoplado)
            //Estude como o seu framework de injeção de dependência trabalha para que se mantenha esta parte do código dinâmica (desacoplada)
            //Não foi intuito deste exemplo de código mostrar nenhum contêiner ou framework de injeção de dependência.
            estrategias[typeof(Persistence.Cliente).Name] = new ClienteStrategy();
            estrategias[typeof(Persistence.Venda).Name] = new VendaStrategy();
        }

        #endregion Public Methods
    }
}

Abaixo vemos a implementação da classe “ClienteStrategy“, responsável por garantir que os dados de clientes sejam salvos de acordo com a regra de cada customização.
Aqui podemos usar a compilação “On the Fly“; em tempo de execução; Ou usar o “Plugin Pattern” para a definição de novas regras de negócio.

Utilizamos um serviço de e-mail para o envio de e-mail ao cliente.
Utilizamos o “Validator Pattern“, de forma simples, para verificação do CNPJ.

/*
 * Classe apenas para fins de exemplo e aprendizado não considera nenhum tipo de validação ou regra ou se utiliza de algum framework.
 */

using Solid.Certo.Persistence;
using Solid.Certo.Service;
using Solid.Certo.Strategy.Abstract;
using Solid.Certo.Validator;
using System;
using System.Collections.Generic;
using System.Linq;

namespace Solid.Certo.Strategy
{

    /*
     * As classes de estratégia não conhecem a implementação do banco de dados, 
apenas verificam se está tudo correto para que seja salvo em banco de dados.&lt;/pre&gt;
&lt;pre&gt;     * 
     */

    //Sim, ao invés de "Cliente", podemos definir até aqui como sendo uma interface de cliente "ICliente".
    public class ClienteStrategy: PersistenceStrategyBase<Cliente>
    {
        #region Public Constructors

        public ClienteStrategy() : base()
        {
        }

        #endregion Public Constructors

        #region Public Methods

        public override void DepoisDeSalvar(Cliente entity)
        {
            base.DepoisDeSalvar(entity);
            //Podemos também injetar o serviço de envio de emails. Desta forma esta classe não precisaria nem conhecer o EmailService.
            EmailService.EnviarEmail(entity.Email);
        }

        public override IEnumerable<string> Validar()
        {
            if(String.IsNullOrWhiteSpace(Entidade.Nome))
                yield return "O nome é obrigatório";

            if(!Entidade.Email.Contains("@"))
                yield return "O e-mail não é válido";

            //Aqui, para diminuir ainda mais o acoplamento. 
            //Usando injeção de dependência podemos definir o nosso validador de CNPJ, 
            //uma vez que o mesmo implementa a interface IValidator<>
            //O que poderia ser customizado para cada cliente, por exemplo.
            string cnpjEhValido = new CNPJValidator().Validar(Entidade.CNPJ).FirstOrDefault();

            if(!String.IsNullOrEmpty(cnpjEhValido))
                yield return cnpjEhValido;

            yield break;
        }

        #endregion Public Methods
    }
}

Até o momento vimos as classes principais da nossa inversão, sentimos o gostinho da injeção de depêndencia, definimos classes estáveis e instáveis.
Foi muito utilizado o Princípio da Substituição, abusamos de interfaces e abstrações.

Apesar da escrita de código parecer mais demorada, a manutenção em um código bem escrito é muito mais simples.
Escrever testes de unidade, se torna mais simples, pois podemos atacar apenas o ponto que precisamos garantir que tudo ocorra de acordo com as regras.

Abaixo, as demais classes utilizadas no projeto. Não menos importantes que as demais acima.

Interface de validação de campos, CNPJ, CPF entre outros.

/*
 * Classe apenas para fins de exemplo e aprendizado 
 * não considera nenhum tipo de validação ou regra ou se utiliza de algum framework.
 */

using System.Collections.Generic;

namespace Solid.Certo.Validator.Contract
{
    public interface IValidator<TValue>
    {
        #region Public Methods
        //Retorna todos os erros ao validar o objeto
        IEnumerable<string> Validar(TValue value);

        #endregion Public Methods
    }
}

Validação do CNPJ

/*
 * Classe apenas para fins de exemplo e aprendizado não considera 
 * nenhum tipo de validação ou regra ou se utiliza de algum framework.
 */

using Solid.Certo.Validator.Contract;
using System.Collections.Generic;

namespace Solid.Certo.Validator
{
    public class CNPJValidator: IValidator<string>
    {
        #region Public Methods

        public IEnumerable<string> Validar(string value)
        {
            if((value?.Length ?? 0) != 14)
                yield return "CNPJ não é válido.";

            yield break;
        }

        #endregion Public Methods
    }
}

Definição da inerface de estratégia de base

/*
 * Classe apenas para fins de exemplo e aprendizado não considera nenhum tipo de validação ou regra ou se utiliza de algum framework.
 */

using System.Collections.Generic;

namespace Solid.Certo.Strategy.Contract
{
    public interface IStrategy
    {
        #region Public Methods

        IEnumerable<string> Validar();

        #endregion Public Methods
    }
}

Definição de estrategia de persistência.

/*
 * Classe apenas para fins de exemplo e aprendizado não considera nenhum tipo de validação ou regra ou se utiliza de algum framework.
 */

using Solid.Certo.Persistence.Contract;

namespace Solid.Certo.Strategy.Contract
{
    public interface IPersistenceStrategy<TEntity>: IStrategy
        where TEntity : IEntity
    {
        #region Public Properties

        TEntity Entidade { get; set; }

        void DepoisDeSalvar(TEntity entity);

        void AntesDeSalvar(TEntity entity);

        #endregion Public Properties
    }
}

Abstração para a estratégia de base.

using Solid.Certo.Strategy.Contract;
using System.Collections.Generic;

namespace Solid.Certo.Strategy.Abstract
{
    public abstract class StrategyBase: IStrategy
    {
        #region Public Methods

        public abstract IEnumerable<string> Validar();

        #endregion Public Methods
    }
}

Abstração para definição da estratégia de peristência.

/*
 * Classe apenas para fins de exemplo e aprendizado não considera nenhum tipo de validação ou regra ou se utiliza de algum framework.
 */

using Solid.Certo.Persistence.Contract;
using Solid.Certo.Strategy.Contract;

namespace Solid.Certo.Strategy.Abstract
{
    public abstract class PersistenceStrategyBase<TEntity>: StrategyBase, IPersistenceStrategy<TEntity>
            where TEntity : class, IEntity, new()
    {
        #region Protected Constructors

        protected PersistenceStrategyBase()
        {
        }

        #endregion Protected Constructors

        #region Public Properties

        public TEntity Entidade { get; set; }

        #endregion Public Properties

        #region Public Methods

        public virtual void AntesDeSalvar(TEntity entity)
        {
            //na classe de base eu não faço nada
        }

        public virtual void DepoisDeSalvar(TEntity entity)
        {
            //na classe de base eu não faço nada
        }

        #endregion Public Methods
    }
}

Conclusão

Com isso, terminamos a série de artigos sobre S.O.L.I.D. Claro, que o assunto pode se estender mais. As classes acima podem sofrer modificações dependendo do framework utilizado ou do pattern escolhido para desenvolvimento.

Como tudo em excesso faz mal. O uso excessivo de IoC (Inversão de controles) e DI (Injeção de dependência) pode levar à um código extremamente complexo e de difícil entendimento. Existem programadores que sofrem de “Patternite”, quer dizer que não pode ver um pattern que já quer inserir no desenvolvimento da aplicação.
O uso excessivo pode causar até mesmo lentidão na execução da aplicação. Para se fazer uma simples tela, tem que se desenvolver cinco camadas, dois factories, um listener/ observable.

É! Eu me permito ferir, só um pouco, uma classe, quando tenho certeza de que esta classe não irá se corromper com o tempo. (Eu nunca disse isso).

 

O fonte utilizado aqui pode ser baixado pelo GITHub em https://github.com/desenvolvedores-net/ArtigoSOLID


É isso ai pessoal 🙂
Até o próximo
♦ Marcelo

ISP Interface Segregation Principle (Princípio de segregação de interface)

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22 de agosto de 2017

Veja o índice completo do tópico “S.O.L.I.D”

Olá pessoas …

Continuando a nossa saga de artigos, vamos agora ver a letra do acróstico que define a sigla ISP Interface Segregation Principle (Princípio de Segregação de Interface).

Definição

Este princípio é o mais simples de entender, ele quer dizer que:

note-taking

Classes clientes não devem ser forçadas a depender de métodos que elas não usam

Mas eu prefiro dizer que:

As abstrações não dependem de detalhes, mas os detalhes dependem de abstrações.
Evite o uso de interfaces gordas, assim como devemos evitar o uso de classes ou objetos deuses.

A segregação de interfaces assume que suas interfaces devem ser coesas, quando uma interface não é coesa, ele contêm métodos que não dizem respeito ao grupo de comportamento que as definem.

Coesão está diretamente ligada ao Princípio da Responsabilidade Única (SRP).

certo-ou-errado

Certo ou errado?

Vamos agora aos nossos exemplos entre certo e errado.

Ferindo o princípio

errado

Isto está errado.

Perceba que a interface “ISaldo” define o método “Atualizar()” e o método “BaixarEstoque()“. A primeira vista está certo, pois podemos assumir que é uma interface para cálculo de saldo de estoques.

/*
 * Classe apenas para fins de exemplo e aprendizado não considera nenhum tipo de validação ou regra ou se utiliza de algum framework.
 */

namespace Solid.Errado.Contract
{
    public interface ISaldo
    {
        #region Public Methods

        void Atualizar();

        void BaixarEstoque();

        #endregion Public Methods
    }
}

A classe abaixo, de forma errada e ferindo o princípio da SRP, implementa a interface “ISaldo“, perceba que a classe de saldo é obrigada a atualizar os saldos e realizar a baixa em estoque de um produto qualquer.

/*
 * Classe apenas para fins de exemplo e aprendizado não considera nenhum tipo de validação ou regra ou se utiliza de algum framework.
 */

using Solid.Errado.Contract;
using System;

namespace Solid.Errado
{
    public class AtualizarSaldoDiario: ISaldo
    {
        #region Public Methods

        public void Atualizar()
        {
            Console.WriteLine("O saldo DIARIO foi atualizado.");
        }

        public void BaixarEstoque()
        {
            Console.WriteLine("O estoque foi baixado em 10 itens");
            Atualizar();
        }

        #endregion Public Methods
    }
}

Classe para cálculo de saldo financeiro.

/*
 * Classe apenas para fins de exemplo e aprendizado não considera nenhum tipo de validação ou regra ou se utiliza de algum framework.
 */

using Solid.Errado.Contract;
using System;

namespace Solid.Errado
{
    public class SaldoFinanceiro: ISaldo
    {
        #region Public Methods

        public void Atualizar()
        {
            Console.WriteLine("O saldo financeiro foi atualizado.");
        }

        public void BaixarEstoque()
        {
            throw new Exception("OPS! Eu não sei o que fazer aqui. Não sou uma classe de saldo de estoques");
        }

        #endregion Public Methods
    }
}

Como podemos perceber, à primeira vista nossas definições de interfaces parecem corretas, pois se estamos falando de saldos, podemos baixar o estoque para calcular os saldos. Neste momento já podemos perceber que ferimos o princípio do SRP e do ISP.  Apesar de eu estar falando de saldos, eu posso estar calculando saldos financeiros, que nada têm haver com saldos de estoque, e se por alguma razão eu implementar esta definição de saldos, serei obrigado a baixar estoque em uma movimentação financeira.

Então, vamos corrigir o princípio…

Corrigindo o princípio

certo

Isto está correto.

Definição de contratos (Interfaces)

namespace Solid.Certo.ISP.Contract
{
    public interface ISaldo
    {
        #region Public Methods

        #region Public Methods

        void Atualizar();

        #endregion Public Methods
    }
}
namespace Solid.Certo.ISP.Contract
{
    public interface ISaldoEstoque: ISaldo
    {
    }
}
namespace Solid.Certo.ISP.Contract
{
    public interface ISaldoFinanceiro: ISaldo
    {
    }
}

Definição de abstrações

using Solid.Certo.ISP.Contract;

namespace Solid.Certo.ISP.Abstract
{
    public abstract class SaldoBase: ISaldo
    {
        #region Public Methods

        public abstract void Atualizar();

        #endregion Public Methods
    }
}
using System;
using Solid.Certo.ISP.Contract;

namespace Solid.Certo.ISP.Abstract
{
    public abstract class SaldoEstoqueBase: SaldoBase, ISaldoEstoque
    {
        public override void Atualizar()
        {
            Console.WriteLine("Saldo de estoque atualizado.");
        }
    }
}
using System;
using Solid.Certo.ISP.Contract;

namespace Solid.Certo.ISP.Abstract
{
    public abstract class SaldoFinanceiroBase: SaldoBase, ISaldoFinanceiro
    {
        #region Public Methods

        public override void Atualizar()
        {
            Console.WriteLine("O saldo financeiro foi atualizado.");
        }

        #endregion Public Methods
    }
}

Classes concretas

using Solid.Certo.ISP.Abstract;

namespace Solid.Certo.ISP
{
    public class SaldoEstoque: SaldoEstoqueBase
    {
    }
}
using Solid.Certo.ISP.Abstract;

namespace Solid.Certo.ISP
{
    public class SaldoFinanceiro: SaldoFinanceiroBase
    {
    }
}

Como podemos perceber, ao extrair as interfaces, abstrações e definindo as classes concretas, utilizamos os 4 princípios que aprendemos até agora:

  •  Cada uma tem sua responsabilidade, (SRP);
    • As classes de saldo, só atualizam saldos. Removemos o a baixa de estoque da interface mais genérica.
  • Podem sofrer heranças e ter seus comportamentos modificados, (OCP);
    • Eu posso herdar a classe de saldos de base e modificar o comportamento do método “Atualizar()“.
  • Podem ser convertidas entre suas generalizações e especializações (LSP);
    • Eu posso passar, como parâmetro por exemplo, qualquer classe de saldo e chamar um método que realiza os cálculos de saldos da aplicação.
  • E por fim, interfaces e abstrações (Este princípio – ISP);
    • Abstraímos todas as interfaces e abstrações das classes que necessitamos para que nossas classes de cálculo de saldos façam apenas cálculos de saldos.

O fonte utilizado aqui pode ser baixado pelo GITHub em https://github.com/desenvolvedores-net/ArtigoSOLID


É isso ai pessoal 🙂
Até o próximo
♦ Marcelo

LSP Liskov Subtitution Principle (Princípio da Substituição de Liskov)

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14 de agosto de 2017

Veja o índice completo do tópico “S.O.L.I.D”

Olá pessoas …

Continuando a nossa saga de artigos, vamos agora ver a letra do acróstico que define a sigla LSP Liskov Substitution Principle (Princípio da Substituição de Liskov).

Definido o LSP

Não tem como falar deste princípio sem saber quem o criou, Barbara Liskov, em 1988.

A definição mais usada, e a mais simples, é:

note-taking Classes derivadas podem ser substituídas por suas classes de base.

Se q(x) é uma propriedade demonstrável dos objetos x de tipo T. Então q(y) deve ser verdadeiro para objetos y de tipo S onde S é um subtipo de T.

Portanto, a visão de “subtipo” defendida por Liskov é baseada na noção da substituição; isto é, se S é um subtipo de T, então os objetos do tipo T, em um programa, podem ser substituídos pelos objetos de tipo S sem que seja necessário alterar as propriedades deste programa.

(fonte: Wikipédia)

 

certo-ou-errado

Certo ou errado?

E lá vamos nós novamente ver como fica o princípio ferido, os problemas que nos trazem e a solução do mesmo …

 Ferindo o princípio

errado

Isto está errado.

Utilitário de atualização de saldos.

/*
 * Classe apenas para fins de exemplo e aprendizado não considera nenhum tipo de validação ou regra ou se utiliza de algum framework.
 */

using Solid.Errado.LSP.Abstract;

namespace Solid.Errado.LSP
{
    public static class AtualizarSaldo
    {
        #region Public Methods

        public static void AtualizarSaldos(params AtualizaSaldoBase[] saldos)
        {
            foreach(var saldo in saldos)
            {
                if(saldo is AtualizarSaldoAnual)
                    ((AtualizarSaldoAnual)saldo).AtualizarAno();
                else if(saldo is AtualizarSaldoMensal)
                    ((AtualizarSaldoMensal)saldo).AtualizarMes();
                else if(saldo is AtualizarSaldoDiario)
                    ((AtualizarSaldoDiario)saldo).AtualizarDia();
            }
        }

        #endregion Public Methods
    }
}

Abstração para as classes de saldo concretas

/*
 * Classe apenas para fins de exemplo e aprendizado não considera nenhum tipo de validação ou regra ou se utiliza de algum framework.
 */

namespace Solid.Errado.LSP.Abstract
{
    public abstract class AtualizaSaldoBase
    {
        #region Public Properties

        public double SaldoAtual { get; set; }

        #endregion Public Properties
    }
}

Cálculo de saldo diário

/*
 * Classe apenas para fins de exemplo e aprendizado não considera nenhum tipo de validação ou regra ou se utiliza de algum framework.
 */

using Solid.Errado.LSP.Abstract;
using System;

namespace Solid.Errado.LSP
{
    public class AtualizarSaldoDiario: AtualizaSaldoBase
    {
        #region Public Methods

        public void AtualizarDia()
        {
            Console.WriteLine("O saldo DIARIO foi atualizado.");
        }

        #endregion Public Methods
    }
}

Cálculo de saldo mensal

/*
 * Classe apenas para fins de exemplo e aprendizado não considera nenhum tipo de validação ou regra ou se utiliza de algum framework.
 */

using Solid.Errado.LSP.Abstract;
using System;

namespace Solid.Errado.LSP
{
    public class AtualizarSaldoMensal: AtualizaSaldoBase
    {
        #region Public Methods

        public void AtualizarMes()
        {
            Console.WriteLine("O saldo MENSAL foi atualizado.");
        }

        #endregion Public Methods
    }
}

Cálculo de saldo anual

/*
 * Classe apenas para fins de exemplo e aprendizado não considera nenhum tipo de validação ou regra ou se utiliza de algum framework.
 */

using Solid.Errado.LSP.Abstract;
using System;

namespace Solid.Errado.LSP
{
    public class AtualizarSaldoAnual: AtualizaSaldoBase
    {
        #region Public Methods

        public void AtualizarAno()
        {
            Console.WriteLine("O saldo ANUAL foi atualizado.");
        }

        #endregion Public Methods
    }
}

Problemas ao ferir o princípio

  • Primeiro, já matamos o polimorfismo. Na classe de atualização de saldos “public static class AtualizarSaldo” no método “public static void AtualizarSaldos(params AtualizaSaldoBase[] saldos)” temos que fazer “if/else” para determinar que tipo de classe iremos usar para calcular o saldo.
  • Na mesma classe citada acima, mesmo que utilizado a herança nas demais classes de atualização de saldo, eu não consigo o reaproveitamento do código de atualização de saldos, uma vez que eu tenho que identificar qual o tipo de classe e determinar o método que é chamado, veja no fragmento abaixo o “if/else”.
if(saldo is AtualizarSaldoAnual)
    ((AtualizarSaldoAnual)saldo).AtualizarAno();
else if(saldo is AtualizarSaldoMensal)
    ((AtualizarSaldoMensal)saldo).AtualizarMes();
else if(saldo is AtualizarSaldoDiario)
    ((AtualizarSaldoDiario)saldo).AtualizarDia();
  • Violação do princípio OCP
  • Dar manutenção neste código é ter dores de cabeça, uma vez que teremos que lembrar de alterar este método de cálculo de saldos sempre que um novo tipo de saldo for criado.

Corrigindo o princípio

Como o LSP anda de mãos dadas com o OCP, podemos perceber que as classes de saldos definidos no princípio OCP atendem 100% os requisitos deste princípio . Vamos relembrar estas classes:

certo

Isto está correto.

Veja as classes que foram criadas:

Abstração para os saldos, desta forma eu posso herdar minha classe principal e modificar apenas  o que eu preciso.

/*
 * Classe apenas para fins de exemplo e aprendizado não considera nenhum tipo de validação ou regra ou se utiliza de algum framework.
 */

namespace Solid.Certo.Utility.Abstract
{
    public abstract class AtualizaSaldoBase
    {
        #region Public Methods

        public abstract void Atualizar();

        #endregion Public Methods
    }
}

Classe concreta de atualização de saldos diários.

/*
 * Classe apenas para fins de exemplo e aprendizado não considera nenhum tipo de validação ou regra ou se utiliza de algum framework.
 */

using Solid.Certo.Utility.Abstract;
using System;

namespace Solid.Certo.Utility
{
    public class AtualizaSaldoDiario: AtualizaSaldoBase
    {
        #region Public Methods

        public override void Atualizar()
        {
            Console.WriteLine("O saldo DIÁRIO foi atualizado.");
        }

        #endregion Public Methods
    }
}

Classe concreta de atualização de saldos mensais.

/*
 * Classe apenas para fins de exemplo e aprendizado não considera nenhum tipo de validação ou regra ou se utiliza de algum framework.
 */

using Solid.Certo.Utility.Abstract;
using System;

namespace Solid.Certo.Utility
{
    public class AtualizaSaldoMensal: AtualizaSaldoBase
    {
        #region Public Methods

        public override void Atualizar()
        {
            Console.WriteLine("O saldo MENSAL foi atualizado.");
        }

        #endregion Public Methods
    }
}

Classe concreta de atualização de saldos anuais.

/*
 * Classe apenas para fins de exemplo e aprendizado não considera nenhum tipo de validação ou regra ou se utiliza de algum framework.
 */

using Solid.Certo.Utility.Abstract;
using System;

namespace Solid.Certo.Utility
{
    public class AtualizaSaldoAnual: AtualizaSaldoBase
    {
        #region Public Methods

        public override void Atualizar()
        {
            Console.WriteLine("O saldo ANUAL foi atualizado.");
        }

        #endregion Public Methods
    }
}

Classe de serviço para atualização de saldos no estoque.

/*
 * Classe apenas para fins de exemplo e aprendizado não considera nenhum tipo de validação ou regra ou se utiliza de algum framework.
 */

using Solid.Certo.Utility.Abstract;
using System.Collections.Generic;

namespace Solid.Certo.Service
{
    public static class AtualizaSaldoService
    {
        #region Public Methods

        public static void AtualizarSaldos(List<AtualizaSaldoBase> saldos)
        {
            foreach(AtualizaSaldoBase saldo in saldos)
            {
                saldo.Atualizar();
            }
        }

        #endregion Public Methods
    }
}

Analisando as classes definidas acima, podemos perceber que:

  • As classes de saldo herdam diretamente da classe “public abstract class AtualizaSaldoBase”;
  • Passamos a ter acesso ao método “Atualizar()”, desta forma eu consigo chamar o método “Atualizar()” a partir da classe mais genérica (Veja: Generalização e Especialização), é utilizado o polimorfismo para evitar o uso de “if/ else”, como podemos ver no fragmento abaixo da classe de serviço de atualização de saldo.
public static class AtualizaSaldoService
{
	#region Public Methods

	public static void AtualizarSaldos(List<AtualizaSaldoBase> saldos)
	{
		foreach(AtualizaSaldoBase saldo in saldos)
		{
			saldo.Atualizar();
		}
	}

	#endregion Public Methods
}
  • Se necessário criar um novo tipo de saldo, basta criar a classe, herdar de “AtualizaSaldoBase” e implementar a chamada onde queremos que o novo saldo seja calculado sem termos que nos preocupar em fazer “if” para identificar o tipo de  saldo que iremos calcular;
  • A classe mais especializada pode ser facilmente convertida na classe mais genérica e atende ao princípio em questão;

Pegadinha e cuidados

Que diabos O patinho feio; história infantil; está fazendo aqui?

Ora! É simples. Se nada como um pato, tem as habilidades de um pato, come igual ao pato mas é um marreco cisne, então você tem um problema de abstração.

Vamos ao exemplo mais clássico de erro de abstração Quadrado x Retângulo. Não poderíamos falar de LSP sem comentar sobre o Quadrado x Retângulo.

Todo quadrado é também um retângulo, pois ambos tem ângulos retos. Mas nem todo retângulo é um quadrado. Quem me disse foi o Professor Procópio do Matemática Rio, no vídeo Qual a Diferença entre Retângulo e Quadrado?

Vamos aos fontes:

Classe de retângulo.

/*
 * Classe apenas para fins de exemplo e aprendizado não considera nenhum tipo de validação ou regra ou se utiliza de algum framework.
 */

namespace Solid.Errado.QuadradoRetangulo
{
    public class Retangulo
    {
        #region Public Properties

        public virtual int Altura { get; set; }
        public virtual int Largura { get; set; }

        #endregion Public Properties
    }
}

Classe do quadrado que herda de retângulo (Já falei sobre herança?)

/*
 * Classe apenas para fins de exemplo e aprendizado não considera nenhum tipo de validação ou regra ou se utiliza de algum framework.
 */

namespace Solid.Errado.QuadradoRetangulo
{
    public class Quadrado: Retangulo
    {
    }
}

Utilitário para cálculo de área.

/*
 * Classe apenas para fins de exemplo e aprendizado não considera nenhum tipo de validação ou regra ou se utiliza de algum framework.
 */

using Solid.Errado.QuadradoRetangulo;

namespace Solid.Errado.Utility
{
    public static class CalculaArea
    {
        #region Public Methods

        //Sim, este método poderia ser da classe retângulo.
        //Mas para efeito de exemplo, vou deixar ele aqui.
        public static int CalcularArea(Retangulo retangulo)
        {
            return retangulo.Altura * retangulo.Largura;
        }

        #endregion Public Methods
    }
}

Chamada de exemplo para ambos os casos

int altura;
int largura;

Console.WriteLine("\r\nInforme a altura:");
altura = Convert.ToInt32(Console.ReadLine());
Console.WriteLine("Informe a largura:");
largura = Convert.ToInt32(Console.ReadLine());

//aqui, podemos criar um quadrado normalmente.
Quadrado quadrado = new Quadrado
{
    Altura = altura,
    Largura = largura
};

//aqui, criamos um retângulo com base em um quadrado, atendendo ao princípio do LSP
Retangulo retanguloQuadrado = new Quadrado
{
    Altura = altura,
    Largura = largura
};

//Aqui criamos um retângulo normalmente.
Retangulo retangulo = new Retangulo
{
    Altura = altura,
    Largura = largura
};

int quadradoAreaEsperada = altura * altura;
int retanguloAreaEsperada = largura * altura;
//o método CalcularArea() espera um retângulo, perceba que podemos passar tanto um quadrado quanto um retângulo. Atendendo ao princípio LSP.
Console.WriteLine($"A área correta do retângulo é {retanguloAreaEsperada} e a calculada foi {Errado.Utility.CalculaArea.CalcularArea(retangulo)}");
Console.WriteLine($"A área correta do quadrado  é {quadradoAreaEsperada} e a calculada foi {Errado.Utility.CalculaArea.CalcularArea(quadrado)}");   

Vamos analisar os fontes e explicar o real problema de não tomarmos cuidado no momento de definirmos nossas abstrações.

As classes definidas, a primeira vista, não ferem o princípio LSP, uma vez que podem ser herdadas, terem seus métodos sobrescritos, são reutilizáveis e eu posso criar a mais genérica pela classe mais especializada, posso utilizar a classe mais genérica como parâmetro e passar a mais especializada, como diz o princípio da substituição.
No caso, como foi mostrado, eu posso criar um retângulo a partir de um quadrado. Veja o fragmento abaixo

//aqui, criamos um retângulo com base em um quadrado, atendendo ao princípio do LSP
Retangulo retanguloQuadrado = new Quadrado
{
    Altura = altura,
    Largura = largura
};

Mas isso, tem um erro. Imagina que nossos sistema é usado para calcular as esquadrias em um prédio. E neste sistema eu preciso calcular a área para pedir que se corte uma esquadria quadrada. considerando que o quadrado tem seus lados iguais, e meu sistema aceita que eu passe altura x largura diferentes, mesmo para a classe “Quadrado”, eu tenho um erro de regra de negócio e de abstração.

Se eu crio uma classe retângulo a partir de uma classe “Quadrado” a área calculada ficará errada se eu passar os valores de “Altura” e “Largura” diferentes.

//aqui, criamos um retângulo com base em um quadrado, atendendo ao princípio do LSP
Retangulo retanguloQuadrado = new Quadrado
{
    Altura = 10,
    Largura = 5
};

//aqui acontece o erro, uma vez que eu passei 10x5=50. O meu calculo de área deveria considerar Altura X Largura igual para o calculo de quadrados.
Console.WriteLine($"A área correta do quadrado  é {Errado.Utility.CalculaArea.CalcularArea(retanguloQuadrado)}");

Pegando um exemplo real, nos artigos anteriores temos tratado as nossas classes de saldos como saldos de estoque. Imaginem que eu queira calcular o saldo financeiro. Em sua essência o cálculo é igual um menos o outro, entradas menos saídas. Só que de um lado eu estou falando de produtos, e de outro de valores monetários, cada qual com suas regras específicas.

Para terminar

Para atender ao princípio de Liskov, temos que garantir que as nossa classes genéricas, sejam substituíveis pelas nossas classes especializadas; Veja: Generalização x Especialização; Desta forma atendemos também o OCP.

Cuidado ao usar o princípio “É UM”, e preste muita atenção que este princípio se aplica ao comportamento da classe e não aos tipos ou subtipos. Valorize o polimorfismo.

SaberMais

Para saber mais.

O fonte utilizado aqui pode ser baixado pelo GITHub em https://github.com/desenvolvedores-net/ArtigoSOLID


É isso ai pessoal 🙂
Até o próximo
♦ Marcelo

OCP Open/ Closed Principle (Princípio aberto/fechado)

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10 de agosto de 2017

Veja o índice completo do tópico “S.O.L.I.D”

Olá pessoas …

Continuando a nossa saga de artigos, vamos agora ver a letra O do acróstico, que define a sigla OCP Open/Closed Principle (Princípio aberto/ fechado).

Definindo OCP

 

 

Momento piadinha infame do artigo

Não iremos falar sobre o Robocop, mas toda vez que eu falo a sigla  OCP (Omni Consumer Products) eu vejo o Robocop na minha mente

 

 

 

Bom, vamos ao que interessa…

note-taking Você deve ser capaz de estender um comportamento de uma classe sem modificá-lo.

Esta declaração quer dizer que você tem que escrever suas classes de forma que elas possam ser herdadas e ter seu comportamento estendido ao invés de alterar o código existente. Para fazer isso, iremos usar o que chamamos de herança e abstração.

SaberMais Para saber mais.

Caso não esteja familiarizado com os termos herança e abstração, dê uma lida no artigo sobre “Herança”  e no artigo sobre “Abstração“.
Tenho certeza que suas dúvidas serão sanadas.

Problemas em ferir o princípio OCP

  • Reaproveitamento de código é praticamente nulo. CTRL+C/ CTRL+V, não é reaproveitamento de código;
  • As classes podem fazer partes de componentes espalhados pela aplicação;
  • O que acontece se precisarmos de uma nova implementação?
    • Colocamos mais um if/else if, um switch…case ?
    • Criamos uma nova classe e copiamos o código?
  • Recompilar e fazer deploy em todos os componentes impactados;

Espero que você tenha um bom caso de testes escrito para cada situação.

certo-ou-errado Certo ou errado?

Abaixo vou colocar os códigos “ERRADO” e “CERTO” e ao final, analisar cada um.

Ferindo o OCP

errado

Isto está errado.

Primeiro, vamos criar nossa classe de venda para atender as vendas da nossa aplicação.

/*
 * Classe apenas para fins de exemplo e aprendizado não considera nenhum tipo de validação ou regra ou se utiliza de algum framework.
 */

using System;
using System.Collections.Generic;

namespace Solid.Errado
{
    public class Venda
    {
        #region Public Properties

        public int Codigo { get; set; }
        public int CodigoCliente { get; set; }
        public List<string> Itens { get; set; }
        public double TotalVenda { get; set; }

        #endregion Public Properties

        #region Public Methods

        public void Salvar()
        {
            Validar();
            Console.WriteLine("A venda foi salva.");
            CalcularTotal();
            AtualizarSaldo();
        }

        private void CalcularTotal()
        {
            Console.WriteLine("O total da venda foi calculado.");
        }

        public void Validar()
        {
            if(CodigoCliente == 0)
                throw new Exception("O código do cliente é obrigatório.");

            if((Itens?.Count ?? 0) == 0)
                throw new Exception("A quantidade de itens vendida não pode ser zero.");
        }

        public void AtualizarSaldo()
        {
            Utility.AtualizarSaldo.AtualizarSaldos(new AtualizarSaldoAnual(),
                                                   new AtualizarSaldoMensal(),
                                                   new AtualizarSaldoDiario());
        }
        #endregion Public Methods
    }
}

Com a classe de vendas criada, precisamos atualizar os saldos de estoque, pois a venda faz uma saída em nossos produtos.
Esta classe é um utilitário de atualização de saldos de estoque, e recebe objetos para realizar os cálculos de saldo de estoque.

/*
 * Classe apenas para fins de exemplo e aprendizado não considera nenhum tipo de validação ou regra ou se utiliza de algum framework.
 */

 namespace Solid.Errado.Utility
{
    public static class AtualizarSaldo
    {
        #region Public Methods

        public static void AtualizarSaldos(params object[] saldos)
        {
            foreach(var saldo in saldos)
            {
                if(saldo.GetType() == typeof(AtualizarSaldoAnual))
                    ((AtualizarSaldoAnual)saldo).Atualizar();
                else if(saldo.GetType() == typeof(AtualizarSaldoMensal))
                    ((AtualizarSaldoMensal)saldo).Atualizar();
                else if(saldo.GetType() == typeof(AtualizarSaldoDiario))
                    ((AtualizarSaldoDiario)saldo).Atualizar();
            }
        }

        #endregion Public Methods
    }
}

E abaixo, as classes de atualização de saldo diário, mensal e anual.

Saldo Diário

/*
 * Classe apenas para fins de exemplo e aprendizado não considera nenhum tipo de validação ou regra ou se utiliza de algum framework.
 */

using System;

namespace Solid.Errado
{
    public class AtualizarSaldoDiario
    {
        #region Public Methods

        public void Atualizar()
        {
            Console.WriteLine("O saldo DIARIO foi atualizado.");
        }

        #endregion Public Methods
    }
}

Saldo Mensal

/*
 * Classe apenas para fins de exemplo e aprendizado não considera nenhum tipo de validação ou regra ou se utiliza de algum framework.
 */

using System;

namespace Solid.Errado
{
    public class AtualizarSaldoMensal
    {
        #region Public Methods

        public void Atualizar()
        {
            Console.WriteLine("O saldo MENSAL foi atualizado.");
        }

        #endregion Public Methods
    }
}

Saldo Anual

/*
 * Classe apenas para fins de exemplo e aprendizado não considera nenhum tipo de validação ou regra ou se utiliza de algum framework.
 */

using System;

namespace Solid.Errado
{
    public class AtualizarSaldoAnual
    {
        #region Public Methods

        public void Atualizar()
        {
            Console.WriteLine("O saldo ANUAL foi atualizado.");
        }

        #endregion Public Methods
    }
}

Logo de cara já percebemos que a classe de vendas fere completamente o Princípio da Responsabilidade Única, ela se “valida”, ele atualiza os saldos de estoque entre outros problemas que você já é capaz de identificar com a leitura do primeiro artigo.

Mas o que realmente nos interessa aqui, são as classes de saldos. Estas ferem completamente o princípio OCP (Aberto/ Fechado).

  • Mesmo que eu faça a herança destas classes, por exemplo, para criar um saldo quinzenal, eu não consigo substituir o comportamento do método atualizar;
  • O utilitário de atualização de saldos, classe “Utility.AtualizarSaldo“, tem que conhecer as classes de saldos e fazer um “if” para identificar qual é o tipo de saldo que deverá ser atualizado;
    • Se eu precisar implementar mais um tipo de saldo, tenho que lembrar deste “if” e criar um método com o mesmo nome “Atualizar” para manter um mínimo de padrão;
    • Este utilitário aceita tipos “object“, isso quer dizer que se eu passar uma classe errada para o meu método, posso ter um erro em tempo de execução, ou não ter meus saldos de estoque calculados corretamente;
  • Percebemos que não houve reaproveitamento de código entre as classes de saldos;

Corrigindo o princípio

Neste momento, iremos corrigir o princípio e ao final analisar as modificações que foram realizadas para atender ao princípio do OCP.

certo

Isto está correto.

Veja as classes que foram criadas:

Classe de venda para realização das vendas em nosso estabelecimento.

/*
 * Classe apenas para fins de exemplo e aprendizado não considera nenhum tipo de validação ou regra ou se utiliza de algum framework.
 */

using Solid.Certo.Persistence.Abstract;
using Solid.Certo.Repository;
using System.Collections.Generic;

namespace Solid.Certo.Persistence
{
    public class Venda: EntityBase
    {
        #region Public Properties

        public int CodigoCliente { get; set; }
        public List<string> Itens { get; set; }
        public double TotalVenda { get; set; }

        #endregion Public Properties

        #region Public Methods

        public override void Salvar()
        {
            DBContext<Venda>.Salvar(this);
        }

        #endregion Public Methods
    }
}

Abstração para os saldos, desta forma eu posso herdar minha classe principal e modificar apenas  o que eu preciso.

/*
 * Classe apenas para fins de exemplo e aprendizado não considera nenhum tipo de validação ou regra ou se utiliza de algum framework.
 */

namespace Solid.Certo.Utility.Abstract
{
    public abstract class AtualizaSaldoBase
    {
        #region Public Methods

        public abstract void Atualizar();

        #endregion Public Methods
    }
}

Classe concreta de atualização de saldos diários.

/*
 * Classe apenas para fins de exemplo e aprendizado não considera nenhum tipo de validação ou regra ou se utiliza de algum framework.
 */

using Solid.Certo.Utility.Abstract;
using System;

namespace Solid.Certo.Utility
{
    public class AtualizaSaldoDiario: AtualizaSaldoBase
    {
        #region Public Methods

        public override void Atualizar()
        {
            Console.WriteLine("O saldo DIÁRIO foi atualizado.");
        }

        #endregion Public Methods
    }
}

Classe concreta de atualização de saldos mensais.

/*
 * Classe apenas para fins de exemplo e aprendizado não considera nenhum tipo de validação ou regra ou se utiliza de algum framework.
 */

using Solid.Certo.Utility.Abstract;
using System;

namespace Solid.Certo.Utility
{
    public class AtualizaSaldoMensal: AtualizaSaldoBase
    {
        #region Public Methods

        public override void Atualizar()
        {
            Console.WriteLine("O saldo MENSAL foi atualizado.");
        }

        #endregion Public Methods
    }
}

Classe concreta de atualização de saldos anuais.

/*
 * Classe apenas para fins de exemplo e aprendizado não considera nenhum tipo de validação ou regra ou se utiliza de algum framework.
 */

using Solid.Certo.Utility.Abstract;
using System;

namespace Solid.Certo.Utility
{
    public class AtualizaSaldoAnual: AtualizaSaldoBase
    {
        #region Public Methods

        public override void Atualizar()
        {
            Console.WriteLine("O saldo ANUAL foi atualizado.");
        }

        #endregion Public Methods
    }
}

Estratégia de venda, responsável pela nossa regra de negócio quando a venda for realizada.

/*
 * Classe apenas para fins de exemplo e aprendizado não considera nenhum tipo de validação ou regra ou se utiliza de algum framework.
 */

using Solid.Certo.Persistence;
using Solid.Certo.Strategy.Abstract;
using Solid.Certo.Utility.Abstract;
using System;
using System.Collections.Generic;

namespace Solid.Certo.Strategy
{
    public class VendaStrategy: PersistenceStrategyBase<Venda>
    {
        #region Public Methods

        public override void AntesDeSalvar(Venda entity)
        {
            base.AntesDeSalvar(entity);
            //vamos simular uma cálculo de total de venda
            Entidade.TotalVenda = 30;
            Console.WriteLine("O total da venda foi calculado");
        }

        public override IEnumerable<string> Validar()
        {
            if(Entidade.CodigoCliente == 0)
                yield return "O código do cliente é obrigatório.";

            if((Entidade.Itens?.Count ?? 0) == 0)
                yield return "A quantidade de itens vendida não pode ser zero.";

            yield break;
        }

        public override void DepoisDeSalvar(Venda entity)
        {
            base.DepoisDeSalvar(entity);

            Service.AtualizaSaldoService.AtualizarSaldos(new List<AtualizaSaldoBase>
            {
                new Utility.AtualizaSaldoDiario(),
                new Utility.AtualizaSaldoMensal(),
                new Utility.AtualizaSaldoAnual()
            });
        }

        #endregion Public Methods
    }
}

Classe de serviço para atualização de saldos no estoque.

/*
 * Classe apenas para fins de exemplo e aprendizado não considera nenhum tipo de validação ou regra ou se utiliza de algum framework.
 */

using Solid.Certo.Utility.Abstract;
using System.Collections.Generic;

namespace Solid.Certo.Service
{
    public static class AtualizaSaldoService
    {
        #region Public Methods

        public static void AtualizarSaldos(List<AtualizaSaldoBase> saldos)
        {
            foreach(AtualizaSaldoBase saldo in saldos)
            {
                saldo.Atualizar();
            }
        }

        #endregion Public Methods
    }
}

Como podemos ver, até a classe de vendas foi corrigida. Não fere mais  o primeiro princípio.

Como o foco foram as classes de saldos, iremos listar as vantagens desta abordagem.

  • Com o uso da abstração; (clique para saber mais sobre Abstração); conseguimos isolar os métodos comuns das nossas classes de cálculo de saldos;
  • Fizemos com que as classes filhas, implementassem o método “Atualizar” para que cada uma saiba como fazer a atualização de saldos em estoque;
  • As estratégias indicam o momento em que a atualização dos saldos devem ocorrer;
  • Se for necessário a inclusão do saldo quinzenal, basta apenas criar a classe e inserir na estratégia o momento em que se deseja atualizar o saldo;
  • Não é necessário fazer o uso de “if/else if” ou “switch…case” no momento da atualização de saldos, isso foi resolvido com o Polimorfismo;
    • Perceba que ao utilizar a abstração para chamar a atualização de  saldos, nos não precisamos mais nos preocupar em fazer “if/else if” e nem se preocupar se o tipo de objeto passado é do tipo saldo. Uma vez que a herança; (clique para saber mais sobre Herança) me permite fazer isto de forma transparente e garante que o tipo passado é do tipo saldo;
  • E se necessário fazer uma customização para determinado cliente, podemos usar e abusar do padrão “Strategy“.

O fonte utilizado aqui pode ser baixado pelo GITHub em https://github.com/desenvolvedores-net/ArtigoSOLID


É isso ai pessoal 🙂
Até o próximo
♦ Marcelo

SRP Single Responsibility Principle (Princípio da Responsabilidade Única)

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9 de agosto de 2017


Veja o índice completo do tópico “S.O.L.I.D”

Olá pessoas …

Dando início a nossa saga de artigos, vamos iniciar com a primeira letra do acróstico, S que define a sigla SRP Single Responsibility Principle (Princípio da Responsabilidade Única).

Definição

Isto quer dizer que nossas classes devem ter apenas uma, e somente uma, razão para ser modificada. Se a classe possuir mais de um motivo para ser modificada, a mesma não é coesa e isso já fere os princípios da POO (Programação Orientada à Objetos).

Problemas ao ferir o primeiro princípio.

  • Dificuldade de compreensão, logo dificuldade de manutenção na classe;
  • Não permite reuso;
  • Alto acoplamento, a classe depende de conhecer outras e outras e mais outras classes para poder funcionar, o que dificulta a manutenção ao alterar as classes de dependência;

Imaginem um canivete suíço, para quem não sabe, é este ai abaixo, o pai dos canivetes suíços.

Canivete criado por John S. Holler por volta de 1880, na Alemanha e possui 100 funções.
As tampinhas só foram inventadas em 1891. 
Fonte: Google

Este canivete, se fosse uma aplicação, fere completamente o primeiro princípio. O da responsabilidade única. Em nossas aplicações cada objeto deve fazer apenas o que ele se propõe a fazer.

A ostra ostreia, o gato gateia, o vento venta
(Prof. Clóvis Barros Filho)

Nossas classes devem seguir esta linha de pensamento, se é uma classe de serialização, ela serializa, seja em banco de dados, arquivos, memória. Não importa, ela apenas serializa.
Se nossa classe é de validação, ela apenas valida.

Certo ou Errado?

Nos exemplos abaixo eu sempre colocarei o certo e o errado para compararmos as classes e as soluções propostas. Tentarei usar problemas e soluções do dia-a-dia.

Antes de começarmos vamos ver a imagem abaixo:

Como podemos ver, é muito mais simples criar da forma errada. Mas te trará problemas de manutenção de código, de reusabilidade de código, seu código será macarrônico e anêmico. Alto Acoplamento e baixa coesão. No momento da manutenção deste código, erros simples se tornam complexos de serem resolvidos.

Como ferir o princípio.

Veja o exemplo de código abaixo:

errado

Isto está errado.

/*
 * Classe apenas para fins de exemplo e aprendizado não considera nenhum tipo de validação ou regra ou se utiliza de algum framework.
 */

 using System;
using System.Collections.Generic;

namespace Solid.Errado
{
    public class Cliente
    {
        #region Private Methods

        private void Adicionar()
        {
            Validar();
            Console.WriteLine($"O cliente {Nome} foi inserido.");
        }

        private void Atualizar()
        {
            Validar();
            Console.WriteLine($"O cliente {Nome} foi atualizado.");
        }

        #endregion Private Methods

        #region Public Properties

        public string CNPJ { get; set; }
        public int Codigo { get; set; }
        public DateTime DataCadastro { get; set; }
        public string Email { get; set; }
        public string Endereco { get; set; }
        public string Nome { get; set; }

        #endregion Public Properties

        #region Public Methods

        public void EnviarEmail()
        {
            Console.WriteLine($"O e-mail foi enviado para o endereço {Email}");
        }

        public void Excluir(long id)
        {
            Console.WriteLine($"O cliente {Nome} foi excluído.");
        }

        public void Salvar()
        {
            if(Codigo != 0)
                Atualizar();
            else
                Adicionar();

            EnviarEmail();
        }

        public IList<Cliente> Selecionar(long? id = null)
        {
            List<Cliente> result = new List<Cliente>();

            return result;
        }

        public bool Validar()
        {
            if(String.IsNullOrWhiteSpace(Nome))
                throw new Exception("O nome é obrigatório");

            if(!Email.Contains("@"))
                throw new Exception("O e-mail não é válido");

            if(CNPJ.Length != 14)
                throw new Exception("O CNPJ não é válido");

            return true;
        }

        #endregion Public Methods
    }
}

A classe cliente escrita acima, tem diversos pontos que ferem o princípio da Responsabilidade Única:

  • Ela é uma classe que se faz sua própria serialização, como pode ver na linha 17 do método “Adicionar()”, linha 23 do método “Atualizar()” e assim nos demais métodos. Logo esta classe tem que conhecer a implementação de sua forma de serialização, seja banco de dados, XML, JSON, memória;
  • Esta classe é responsável por enviar um e-mail ao cliente, assim que o mesmo é cadastrado na aplicação. Imagina se você criar outras classes de pessoas, como Fornecedor, Usuário, Fabricante, e se fizer necessário o envio de e-mail ao se criar cada pessoa. Cada classe terá sua implementação do método “EnviarEmail()” e você terá que dar manutenção em cada método das classes de pessoas, se por um acaso o servidor for modificado, por exemplo;
  • Esta classe é  responsável por validar seus próprios dados. Em uma customização para clientes, esta abordagem seria trabalhosa, uma vez que cada cliente pode ter sua forma de validação de dados;

Como resolver o problema.

certo

Isto está correto.

/*
 * Classe apenas para fins de exemplo e aprendizado não considera nenhum tipo de validação ou regra ou se utiliza de algum framework.
 */

using Solid.Certo.Persistence.Abstract;
using Solid.Certo.Repository;
using System;

namespace Solid.Certo.Persistence
{
    public class Cliente: EntityBase
    {
        #region Public Properties

        public string CNPJ { get; set; }
        public DateTime DataCadastro { get; set; }
        public string Email { get; set; }
        public string Endereco { get; set; }
        public string Nome { get; set; }

        #endregion Public Properties

        #region Public Methods

        public void Excluir()
        {
            DummyDBContext<Cliente>.Excluir(Codigo);
        }

        public void Salvar()
        {
            DummyDBContext<Cliente>.Salvar(this);
        }

        #endregion Public Methods
    }
}

Como podem ver:

  • Esta classe não se “Valida”;
    • Para resolver este problema utilizamos o padrão de projeto “Strategy“. Que são:
      • StrategyDependencyManager: Responsável por fazer a injeção de dependência das estratégias na classe cliente;
      • IStrategy: Define o contrato para qualquer estratégia que não seja de persistência;
      • IPersistenceStrategy: Define o contrato para as estratégias de persistência dos dados;
      • StrategyBase: Abstração de estratégias para os tipos mais básicos;
      • PersistenceStrategyBase: Abstração para estratégias de persistências;
      • ClienteStrategy: Estratégia concreta para validação de clientes;
    • A validação do CNPJ passou a ser de responsabilidade do padrão Validator (Visitor Pattern).
      • IValidator: Contrato para classes de validação de tipos;
      • CNPJValidator: Classe concreta para validação do tipo CNPJ;
        • Estes tópicos, Visitor Pattern e Validators serão discutidos em outros artigos. Aqui iremos falar apenas do conceito S.O.L.I.D.
  • Ela não conhece a implementação de serialização, no caso, podemos perceber que seria em um banco de dados;
    • Este problema foi resolvido usando a classe DummyDBContext, mas temos que tomar cuidado com esta abordagem, pois depende do framework de acesso à dados que você vai utilizar, o mais comum, para desenvolvimento .NET é o Entity Framework. Este link do StackOverflow; em Português; tem uma boa explicação sobre com prós e contras;
  • Ela não manda e-mails;
    • Quem decide se o e-mail deve ou não ser enviado é a estratégia de cada cliente, para isso a estratégia utiliza-se do serviço de e-mail para o envio do e-mail para o cliente.
      • EmailService: Classe de serviço de e-mail responsável por enviar e-mail e receber e-mail em toda a aplicação;

Como podemos ver, esta classe apenas faz o que lhe diz respeito. Manter os dados dos clientes.

Não se preocupe com os nomes de classes e conceitos explicados acima como solução para a forma correta. Durante o desenvolvimento dos demais artigos, irei explicar todas as classes e os princípios aplicados.

Se não estiver aguentando a curiosidade. As classes e definições são melhores explicadas no Princípio de Inversão de Dependência (DIP).

O fonte utilizado aqui pode ser baixado pelo GITHub em https://github.com/desenvolvedores-net/ArtigoSOLID


É isso ai pessoal 🙂
Até o próximo
♦ Marcelo

S.O.L.I.D

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31 de julho de 2017

Use este post como um índice para os demais artigos, basta clicar nos links para ler os artigos.

Olá galera…

Estou aqui mais uma vez com uma série de artigos, desta vez irei falar sobre S.O.L.I.D. Sim, eu sei que existem centenas de artigos sobre o assunto por ai, mas minha intenção aqui é aprender um pouco mais sobre o assunto com alguns exemplos em C#.

Afinal, o que é S.O.L.I.D.?

O padrão S.O.L.I.D. são cinco princípios que nos ajudam a desenvolver aplicações mais robustas e de fácil manutenção. Vamos entender o que é cada um dos princípios nos tópicos abaixo.

Estes princípios foram definidos pelo Robert. C. Martin, ou se preferirem, Uncle Bob, e datam do início do ano 2000.

S.O.L.I.D. é um acróstico para os seguintes acrônimos :

Para ler em detalhes cada uma das siglas, basta clicar na sigla ou em sua definição.

SRP

Single Responsibility Principle (Princípio da Responsabilidade Única)

note-taking Uma classe deve ter um único, e somente um, motivo para que possa ser modificada.
A class should have one, and only one, reason to change.

OCP

Open/ Closed Principle (Princípio aberto/fechado)

note-taking Você deve ser capaz de estender um comportamento de uma classe sem modificá-lo.
You should be able to extend a classes behavior, without modifying it.

LSP

Liskov Subtitution Principle (Princípio da Substituição de Liskov)

note-taking As classes derivadas devem poder substituir suas classes bases.
Derived classes must be substitutable for their base classes.

ISP

Interface Segregation Principle (Princípio de segregação de interface)

note-taking Interfaces específicas são melhores do que uma interface geral
Make fine grained interfaces that are client specific.

DIP

Dependency Inversion Principle (Princípio da inversão de dependência)

note-taking Dependa de uma abstração e não de uma implementação.
Depend on abstractions, not on concretions.

Atenção

Durante o desenvolvimento dos exemplos, não vou usar nenhum ORM, Framework ou qualquer outra ferramenta de apoio para não confundir a nossa cabeça, irei apenas aplicar os conceitos de S.O.L.I.D nos exemplos.

Os fontes utilizados como exemplo podem ser baixados pelo GITHub em https://github.com/desenvolvedores-net/ArtigoSOLID

SaberMais Para saber mais.

 


É isso ai pessoal 🙂
Até o próximo
♦ Marcelo

Polimorfismo (POO)

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12 de fevereiro de 2011
Para um melhor entendimento deste Artigo veja o Índice (Programação Orientada a Objetos)
Iremos entrar agora em nosso último tópico sobre POO, e  muito interessante que é polimorfismo.Se você seguiu toda a trajetória do artigo sobre POO deve ter visto várias formas de polimorfismo (isso não foi um trocadilho) durante a leitura.

Vimos em:

Herança (POO)
Tipos Genéricos (Generics) (POO)
Abstração e Interface (POO)

Leia este artigo e depois do entendimento, volte a eles e tente identificar o uso do polimorfismo.

Aqui iremos abordar o polimorfismo de uma forma mais ampla e detalhada. Então vamos lá.

Polimorfismo

Etimologicamente, polimorfismo quer dizer:

1 Que se apresenta ou ocorre sob formas diversas.
2 Que assume ou passa por várias formas, fases etc.

Em orientação a objetos podemos dizer também que o objeto pode ter “vários comportamentos”.

Quando você chama um método ele pode se referir a qualquer objeto, por exemplo o método “Abrir()”, ele pode abrir uma tampa de garrafa, uma janela, uma porta, pode abrir alguma coisa.

Em polimorfismo é necessário que os métodos tenham a mesma assinatura, o mecanismo utilizado é o de redefinição de métodos (Overriding Definições – Intermediário (POO)) , não confundir com sobrecarga de métodos (Overload Definições – Intermediário (POO)).

Em polimorfismo podemos:

1 Instanciar objetos diferentes para um mesmo tipo.
2 Substituir condicionais com o polimorfismo.
3 Usar parâmetros que aceitam diferentes tipos de objetos desde que tenham a mesma herança de classes.

Vamos à alguns exemplos para reforçarmos as idéias.

Vamos criar nossas classes que servirão de base para todo o exemplo.

Iremos criar uma calculadora bem simples, que implemente as quatro operações básicas.

Classe Base

namespace Polimorfismo
{
    /// <summary>
    /// Classe base para efetuar os cálculos matemáticos
    /// </summary>
    abstract class CalculoMatematico
    {
        public virtual double Valor1 { get; set; }
        public virtual double Valor2 { get; set; }

        public abstract double Resultado();
    }
}

Multiplicação

namespace Polimorfismo
{
    class Multiplicacao : CalculoMatematico
    {
        public override double Resultado()
        {
            return Valor1 * Valor2;
        }
    }
}

Divisão

namespace Polimorfismo
{
    class Divisao : CalculoMatematico
    {
        public override double Resultado()
        {
            return Valor1 / Valor2;
        }
    }
}

Adição

namespace Polimorfismo
{
    class Adicao : CalculoMatematico
    {
        public override double Resultado()
        {
            return Valor1 + Valor2;
        }
    }
}

Subtração

namespace Polimorfismo
{
    class Subtracao : CalculoMatematico
    {
        public override double Resultado()
        {
            return Valor1 - Valor2;
        }
    }
}

Vamos agora ao primeiro exemplo.
Partindo de um mesmo tipo de objeto, podemos instanciar os outros tipos.
Mas para isso todos as classes devem implementar a mesma classe Pai.

namespace Polimorfismo
{
    class Program
    {
        static void Main(string[] args)
        {
            //veja que definimos o tipo
            //como CalculoMatematico
            CalculoMatematico calc;

            //aqui é criado como Adicao
            calc = new Adicao();
            calc.Valor1 = 23;
            calc.Valor2 = 34;
            Console.WriteLine(calc.Resultado().ToString("N2"));

            //aqui é criado como Divisao
            calc = new Divisao();
            calc.Valor1 = 23;
            calc.Valor2 = 34;
            Console.WriteLine(calc.Resultado().ToString("N2"));

            //aqui é criado como Subtracao
            calc = new Subtracao();
            calc.Valor1 = 23;
            calc.Valor2 = 34;
            Console.WriteLine(calc.Resultado().ToString("N2"));

            //aqui é criado como Multiplicacao
            calc = new Multiplicacao();
            calc.Valor1 = 23;
            calc.Valor2 = 34;
            Console.WriteLine(calc.Resultado().ToString("N2"));

            Console.ReadKey();
        }
    }
}

O nosso segundo item diz que podemos substituir condicionais com o uso de polimorfismo.
Será?
Vamos ver os exemplos abaixo, reparem bem na diferença entre os dois métodos da classe Calculadora

Definição da classe Calculadora:

namespace Polimorfismo
{
    public enum TipoCalculo
    {
        Adicao,
        Subtracao,
        Multiplicacao,
        Divisao
    }

    static class Calculadora
    {
        /// <summary>
        /// Neste método temos que informar o tipo
        /// de calculo que o mesmo irá fazer
        /// </summary>
        /// <param name="tipo">tipo do calculo feito</param>
        /// <param name="valor1">valor 1 para o calculo </param>
        /// <param name="valor2">valor 2 para o calculo</param>
        /// <returns>resultado da expressão</returns>
        public static double Calcular(TipoCalculo tipo, double valor1, double valor2)
        {
            double resultado = 0;

            //e aqui temos o condicional switch
            switch (tipo)
            {
                case TipoCalculo.Adicao:
                    resultado = valor1 + valor2;
                    break;
                case TipoCalculo.Subtracao:
                    resultado = valor1 - valor2;
                    break;
                case TipoCalculo.Multiplicacao:
                    resultado = valor1 * valor2;
                    break;
                case TipoCalculo.Divisao:
                    resultado = valor1 / valor2;
                    break;
                default:
                    throw new NotImplementedException("nunca poderá chegar aqui");
            }

            return resultado;
        }

        /// <summary>
        /// fazendo deste modo não precisamos
        /// utilizar nenhum condicional
        /// </summary>
        /// <param name="calc">tipo de calculo</param>
        /// <returns>resultado do calculo</returns>
        public static double Calcular(CalculoMatematico calc)
        {
            return calc.Resultado();
        }
    }
}

Exemplificando…

namespace Polimorfismo
{
    class Program
    {
        static void Main(string[] args)
        {
            //aqui vamos usar o condicional
            Console.WriteLine("Usando o Condicional");
            Console.WriteLine(Calculadora.Calcular(TipoCalculo.Adicao, 23, 34).ToString("N2"));
            Console.WriteLine(Calculadora.Calcular(TipoCalculo.Divisao, 23, 34).ToString("N2"));
            Console.WriteLine(Calculadora.Calcular(TipoCalculo.Multiplicacao, 23, 34).ToString("N2"));
            Console.WriteLine(Calculadora.Calcular(TipoCalculo.Subtracao, 23, 34).ToString("N2"));

            Console.WriteLine("".PadLeft(80, '-'));
            Console.WriteLine("Usando polimorfismo");
            //Aqui nao iremos usar o condicional.
            //substituiremos pelo uso do polimorfismo
            CalculoMatematico calc;

            //aqui é criado como Adicao
            calc = new Adicao();
            calc.Valor1 = 23;
            calc.Valor2 = 34;
            Console.WriteLine(Calculadora.Calcular(calc).ToString("N2"));

            //aqui é criado como Divisao
            calc = new Divisao();
            calc.Valor1 = 23;
            calc.Valor2 = 34;
            Console.WriteLine(Calculadora.Calcular(calc).ToString("N2"));

            //aqui é criado como Multiplicacao
            calc = new Multiplicacao();
            calc.Valor1 = 23;
            calc.Valor2 = 34;
            Console.WriteLine(Calculadora.Calcular(calc).ToString("N2"));

            //aqui é criado como Subtracao
            calc = new Subtracao();
            calc.Valor1 = 23;
            calc.Valor2 = 34;
            Console.WriteLine(Calculadora.Calcular(calc).ToString("N2"));

            Console.ReadKey();
        }
    }
}

Na classe Calculadora, além de exemplificarmos a substituição de um condicional com o uso do polimorfismo, ainda vimos a sobrecarga de métodos, temos dois métodos Calcular com assinaturas diferentes.

Para um melhor entendimento de sobrecarga recomendo a leitura do tópico Definições – Intermediário (POO).

E vimos também o item 3 que diz que podemos aceitar parâmetros de várias formas de objetos reparem que o método public static double Calcular(CalculoMatematico calc) aceitou os quatro tipos básicos.

Conclusão

Vimos o uso do polimorfismo em métodos, mas podemos usar a idéia em construtores, propriedades, no uso de Generics (Tipos Genéricos (Generics)), que podemos chamar de Polimorfismo Genérico.

Podemos citar rapidamente o uso de downcast (converter em uma classe mais específica) ,  upcast (definir em uma classe mais genérica).

namespace Polimorfismo
{
    class Program
    {
        static void Main(string[] args)
        {
            //definir objeto
            CalculoMatematico calc = new Adicao();
            calc.Valor1 = 22;
            calc.Valor2 = 33;

            //downcast (classe mais específica)
            Adicao adicao = (Adicao)calc;
            Console.WriteLine(adicao.Resultado());

            //upcast (classe mais genérica)
            calc = (CalculoMatematico)adicao;
            Console.WriteLine(calc.Resultado());

            Console.ReadKey();
        }
    }
}

Ver Índice

É isso ai pessoal 🙂
Até o próximo
♦ Marcelo

About Marcelo

Nascido em Juruaia/MG em uma fazenda de criação de búfalos, e residindo na região Sul do Brasil. Trabalha com desenvolvimento de aplicações desde os 17 anos. Atualmente é Arquiteto Organizacional na Unimake Software. Para saber mais ... http://desenvolvedores.net/marcelo []'s

Herança (POO)

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29 de janeiro de 2011
Para um melhor entendimento deste Artigo veja o Índice (Programação Orientada a Objetos)

Herança

Iremos entrar agora em um tópico que teremos muito o que discutir. Tentarei ser o mais simples , claro e objetivo.
Mas antes de falarmos sobre herança, iremos falar sobre a hierarquia das classes.

Hierarquia

Quando vamos trabalhar com muitas classes, temos que ter em mente a hierarquia (ordem) que estas classes deverão seguir.

Por exemplo:

Não poderemos ter os filhos antes dos pais e antes dos avós. A hierarquia correta para este tipo de classe seria:

Avô -> Pai -> Filho



(quando ví esta imagem, não resisti. Serve perfeitamente para o exemplo de hierarquia)

Assim temos a hierarquia bem definida dentro de nossas classes.

Transformando isso em programação teríamos generalização e especialização.

Como foi visto, a classe mais ao topo da hierarquia é a generalização, enquanto a última classe é a mais especializada.
No diagrama de seqüencia abaixo, podemos ver que as classes mais a esquerda são as genéricas e as mais a direita são as especializadas.

Agora vamos tratar dos tipos de herança que podemos ter.

Herança de Implementação

A herança de implementação é aquela onde herdamos todo o código da classe Pai, não precisamos reescrever código para utilizá-lo, estamos falando de reutilização de código.

Caso desejamos subsitituir um método da classe pai devemos usar overriding, como foi discutido em Definição (Intermediário).

Creio que a herança de implementação é a mais usada, pois herda a assinatura e os métodos da classe pai.

Herança de Interface

Caso não conheçam Interface e Abstração leiam este tópico.

A herança de interface é útil quando precisamos:

  • agrupar as nossas classes dentro de um mesmo contexto;
  • Na programação genérica (veja: Tipos Genéricos (Generics) );
  • Outros que vocês irão descobrir com o tempo;

Na herança de interface apenas herdamos as assinaturas de métodos e propriedades ao contrário da herança de implementação que além de herdar  as assinaturas herdamos também seu código, logo, no caso da interface temos que escrever o código do método ou propriedade.

Agregação

A agregação define uma dependência fraca entre as classes, isto quer dizer que os outros objetos continuam existindo mesmo que o todo for removido.
Podemos dizer que uma classe agregada (o todo) é montada com um conjunto de componentes (as partes).

Como exemplo vamos usar um carro.
Em nosso carro (classe agregada, o todo) temos os componentes (as partes), rodas, portas, motor.
Se desmontarmos o carro, as partes (rodas, portas, motor) continuaram a existir e poderão ser usadas em outro carro.

Composição

A composição define uma dependência forte entre as classes, isto quer dizer que se o todo deixar de existir as suas partes também deixaram de existir.

Exemplo:
Uma revista em quadrinhos, ela é composta por suas páginas. Se o todo, a revista, deixar de existir, suas páginas não farão sentido.

Como outro exemplo podemos citar um pedido e seus itens. Esta ligação é forte, logo é uma composição. Os itens não fariam sentido sem o Pedido. Se excluirmos o pedido seus itens serão excluídos. (Isto não te lembra um relacionamento feito em definição de tabelas? 1 para n ON DELETE CASCADE).

Para finalizarmos vamos colocar um diagrama de classes e um código para reforçar a idéia.

Diagrama acima convertido em código:

Interface IPessoa

namespace Heranca
{
    /// <summary>
    /// esta é uma interface.
    /// Percebam que declaramos apenas os métodos,
    /// iremos usar neste caso a herança de interface
    /// </summary>
    interface IPessoa
    {
        void Dancar();
        DateTime DataNascimento { get; set; }
        void Envelhecer();
        void Falar();
        int Idade { get; }
        string Nome { get; set; }
        Sexo Sexo { get;  }
    }
}

Classe Pessoa

namespace Heranca
{
    public enum Sexo
    {
        NaoDefinido,
        Masculino,
        Feminino
    }

    /// <summary>
    /// esta classe é uma classe genérica pra todo tipo de pessoa.
    /// vejam que aqui iremos herdar a interface IPessoa,
    /// neste caso será uma herança de interface.
    /// Devemos escrever código para todo método e propriedade
    /// definido na interface.
    /// </summary>
    abstract class Pessoa : IPessoa
    {
        /// <summary>
        /// esta propriedade poderá ser sobreescrita
        /// nas classes filhas. mas não é obrigatória
        /// </summary>
        public virtual int Idade
        {
            get
            {
                int idade = DateTime.Now.Year - DataNascimento.Year;
                if (DateTime.Now.Month < DataNascimento.Month ||
                (DateTime.Now.Month == DataNascimento.Month &&
                DateTime.Now.Day < DataNascimento.Day))
                    idade--;
                return idade;
            }
        }

        public DateTime DataNascimento { get; set; }

        /// <summary>
        /// esta propriedade deverá obrigatoriamente ser declarada
        /// na classe pai
        /// </summary>
        public abstract Sexo Sexo { get; }

        public virtual String Nome { get; set; }

        public virtual void Envelhecer()
        {
            DataNascimento = DataNascimento.AddYears(1);
            Console.WriteLine("A pessoa envelheceu um ano.");
        }

        public virtual void Dancar()
        {
            Console.WriteLine("A pessoa está dançando");
        }

        public virtual void Falar()
        {
            Console.WriteLine(@"A pessoa disse: visitem
            http://desenvolvedores.net");
        }
    }
}

Classe Pai

namespace Heranca
{
    /// <summary>
    /// Aqui iremos herdar a classe pessoa.
    /// vejam que apenas escrevi a propriedade Sexo.
    /// Pois na classe pai (abstrata) estava definido
    /// que as filhas deveria escrever o código para sexo.
    /// Mas as outras propriedades e métodos serão herdados de pessoa
    /// </summary>
    class Pai : Pessoa
    {
        public override Sexo Sexo { get { return Sexo.Masculino; } }

        /// <summary>
        /// este método poderá ser sobreescrito nas classes filhas
        /// neste caso o pai está apenas brincando.
        /// Veremos ele sobreescrito na classe filha
        /// </summary>
        public virtual void Brincar()
        {
            Console.WriteLine("O pai está brincando");
        }
    }
}

Classe Filho

namespace Heranca
{
    /// <summary>
    /// aqui o filho herdou todas as características do pai
    /// </summary>
    class Filho : Pai
    {

        /// <summary>
        /// aqui iremos substituir o método Brincar
        /// </summary>
        public override void Brincar()
        {
            Console.WriteLine("O filho está brincando com seu pai.");
        }
    }
}

Classe Aluno

namespace Heranca
{
    /// <summary>
    /// mais um classe que herda de pessoa
    /// </summary>
    class Aluno : Pessoa
    {
        public override Sexo Sexo
        {
            get { return Sexo.Feminino; }
        }

        public int VerNota()
        {
            return new Random().Next(0, 10);
        }
    }
}

E finalmente o código escrito em uma aplicação do tipo console.
Atenção, prestem bastante atenção aos comentários, eles têm dicas importantes.

namespace Heranca
{
    class Program
    {
        static void Main(string[] args)
        {
            /*
             * aqui vai um dica útil.
             * Cuidado ao declarar o seu tipo de objeto
             * pois as propriedades e métodos que você
             * irá visualizar depende do tipo declarado
             *
             * Vejam aqui, vou declarar como um objeto Pessoa
             * mas vou instanciar como um Aluno
             */

            Pessoa pessoaAluno = new Aluno();

            pessoaAluno.Nome = "Marcelo";

            /*
             * reparem que o método VerNota() só existe
             * na classe Aluno, logo na linha 17,
             * mesmo o objeto sendo instanciado como
             * new Aluno() seus métodos só existirão
             * através do seu tipo definido Pessoa
             */

            Console.WriteLine(pessoaAluno.Nome);

            /*
             * Mas, e se precisarmos acessar
             * os dados de Aluno?
             * Simplesmente faça um cast (conversão)
             * de um objeto para outro
             * Vejam:
             */

            Aluno aluno = pessoaAluno as Aluno;

            Console.WriteLine(aluno.VerNota());

            /*
             * A dica acima é válida tambem para os tipos
             * interfaces
             */

            IPessoa pessoaFilho = new Filho();
            pessoaFilho.Falar();

            Filho filho = pessoaFilho as Filho;
            filho.Brincar();

            /*
             * Abaixo um exemplo do override em filho
             */

            Pai pai = new Pai();

            //aqui chamamos o método brincar de Pai
            pai.Brincar();

            //aqui chamamos o método brincar que foi substituido
            Filho meuFilho = new Filho();
            meuFilho.Brincar();

            /*
             * Legal. Mas posso chamar o método
             * Brincar da classe base?
             */

            pai = filho as Pai;
            pai.Brincar();

            /*
             * Não. Não podemos.
             * Apesar da instrução acima não dar erro
             * o método que será chamado é sempre
             * o método substituído.
             *
             * Mas a afirmação acima não é 100% correta.
             * Se em nossa classe Filho o método tivesse
             * sido declarado assim:
             * public new void Brincar()
             * O método chamado seria o da classe Pai,
             * pois neste caso não substituimos o método
             * e sim criamos um novo.
             *
             * Vejam as duas declarações juntas para comparar
             *
             * public new void Brincar()
             * public override void Brincar()
             */

            Console.ReadKey();

        }
    }
}

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É isso ai pessoal 🙂
Até o próximo
♦ Marcelo

About Marcelo

Nascido em Juruaia/MG em uma fazenda de criação de búfalos, e residindo na região Sul do Brasil. Trabalha com desenvolvimento de aplicações desde os 17 anos. Atualmente é Arquiteto Organizacional na Unimake Software. Para saber mais ... http://desenvolvedores.net/marcelo []'s

Encapsulamento (POO)

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17 de janeiro de 2011
Para um melhor entendimento deste Artigo veja o Índice (Programação Orientada a Objetos)

Entenda como encapsulamento o ato de proteger características de nossos objetos, isto quer dizer que o que não for público estará protegido de ação externa.

Como exemplo iremos pegar um motor. Não precisamos saber o funcionamento dele, apenas temos que saber que o método Ligar() da nossa classe Motor irá fazer com que o nosso motor entre em funcionamento.

Mas não precisamos saber quais componentes o método irá acessar, modificar ou criar para que o nosso motor entre em funcionamento.

O que o método ligar faz, não nos diz respeito, apenas usamos e sabemos que vai funcionar.

No conceito de orientação a objetos podemos proteger aquilo que não queremos que sofram intervenção, nossas variáveis locais, nossos métodos e atributos.

Os dados protegidos só podem ser alterados dentro dos métodos em que foram declarados ou dentro do objeto a que eles pertencem.

Exemplo:

namespace Desenvolvedores.Net.Encapsulamento
{
 public class Motor
 {
 /*
 * Aqui podemos apenas recuperar o valor de Ligado.
 * Mas percebam que para modificar o motor para Ligado
 * não iremos conseguir fazer isso pois a propriedade
 * está como Private, logo podemos dizer que está
 * encapsulada.
 * Só iremos conseguir modificar este valor
 * internamente, dentro desta classe.
 */
 public bool Ligado { get; private set; }

 public void Ligar()
 {
 //variável declarada localmente.
 //podemos dizer que está encapsulada dentro
 //do método Ligar e é acessível
 //somente dentro deste método
 bool temGasolina = TemGasolina();

 if (temGasolina)
 /*
 * aqui modificamos a propriedade Ligado para verdadeiro.
 * Veja que só podemos alterar por aqui ou outro
 * método dentro deste objeto e nunca externamente.
 */
 Ligado = true;
 }

 /*
 * Este método está encapsulado, pois está acessível apenas
 * dentro desta classe (objeto)
 */
 private bool TemGasolina()
 {
 return true;
 }

public override string ToString()
 {
 if (Ligado)
 return "O motor está ligado.";
 else
 return "O motor está desligado.";
 }
 }

 class Program
 {
 static void Main(string[] args)
 {
 Motor motor = new Motor();

 Console.WriteLine(motor.ToString());

 motor.Ligar();

 Console.WriteLine(motor.ToString());

 //se tentarmos forçar o motor a ser ligado iremos
 //receber um erro do compilador:
 //Erro em C#
 //The property or indexer 'Encapsulamento.Motor.Ligado'
 //cannot be used in this context because the
 //set accessor is inaccessible

 motor.Ligado = true;

 Console.ReadKey();
 }
 }
}

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É isso ai pessoal 🙂
Até o próximo
♦ Marcelo

About Marcelo

Nascido em Juruaia/MG em uma fazenda de criação de búfalos, e residindo na região Sul do Brasil. Trabalha com desenvolvimento de aplicações desde os 17 anos. Atualmente é Arquiteto Organizacional na Unimake Software. Para saber mais ... http://desenvolvedores.net/marcelo []'s

Abstração e Interface (POO)

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11 de janeiro de 2011
Para um melhor entendimento deste Artigo veja o Índice (Programação Orientada a Objetos)

Esta imagem não tem muito a ver com informática.
mas gostei dela por se tratar de uma imagem abstrata.
Abstração e Interface

Abstração
Para entendermos o que é abstração e interface em programação, vamos entender primeiro o conceito.Abstração quer dizer que devemos considerar as qualidades e comportamentos independentes dos objetos a que pertencem, isolamos seus atributos considerando o que certo grupo de objetos têm em comum.

Vamos imaginar uma mesa, todos nós iremos imaginar uma mesa que tenha pés, uma base e uma finalidade. Mas não importa quantos pés, ou tipo de base ou a finalidade da mesa. Isso não fará com que a mesa que eu imaginei, deixe de ser uma mesa. Ela sempre será uma mesa.

Em programação iremos dizer ao computador para ser um objeto mesa. Mas antes disso precisamos dizer a este objeto qual seria a sua estrutura inicial. Neste caso teremos uma classe abstrata Mesa.

Classes abstratas como vocês já devem ter percebido servem como base para outras classes que queiram ser do mesmo grupo de objetos.

Uma classe abstrata não pode ser criada, quer dizer que não pode ser instanciada. Não podemos usar o new para criar um novo objeto de uma classe abstrata. Uma classe abstrata só pode ser herdada, e todo método, propriedade, evento que for abstrato deverá ser implementado pela classe filha.
Vamos declarar a nossa classe Mesa, que irá servir de base para as outras mesas.

namespace Desenvolvedores.Net.AbstracaoInterface
{
public enum TipoMesa
{
Redonda,
Quadrada,
Retangular
}

public enum TipoBase
{
Vidro,
Madeira,
Aluminio
}

/*
* aqui declaramos a nossa classe
* como abstrata
*/
public abstract class Mesa : IMesa
{

public Mesa()
{
Pes = 4;
}

/*
* reparem que as propriedades não são abstratas,
* não é obrigatório.
* Declare como asbtrato apenas o que você deseja
* que seja implementado nas classes filhas
*/
public TipoBase Base { get; set; }
public TipoMesa Tipo { get; set; }
public int Pes { get; set; }

/*
* aqui irei ter propriedades abstratas para servir de exemplo
*/
public abstract bool Quebrada { get; set; }
public abstract string Finalidade { get; }

/*
* Aqui teremos um método abstrato, onde a classe filha
* será obrigatória a implementar
*/
public abstract void Quebrar();

public virtual void Consertar()
{
Quebrada = false;
}

public override string ToString()
{
return "Olá. Eu sou uma mesa do tipo " +
Tipo.ToString() + " e minha base é de " +
Base.ToString() + ".\nEu tenho " + Pes.ToString() + " pés. " +
"E minha finalidade é " + Finalidade.Trim() + "\n" +
"*".PadLeft(80, '*');
}

}
}

Agora temos uma classe abstrata que será nossa base para todas as nossas mesas.

Antes de continuar, vamos falar sobre interfaces.

Interfaces
Interfaces são como as classes abstratas, mas nelas não podemos implementar nenhum método, apenas declarar suas assinaturas.
Uma classe ao herdar uma interface deverá escrever todos os seus métodos (iremos ver isso em Herança de Interface nos próximos artigos), ao contrário da classe abstrata que só iremos escrever os métodos abstratos.
Com o tempo você aprenderá a ver qual é mais útil dependendo da situação é mais vantajoso usar uma classe abstrata ou uma interface. Não existe uma regra para definir isso, mas sim a necessidade de uma ou de outra.

Por boas práticas, todas as interfaces começa com I, vamos declarar nossa interface IMesa.

namespace Desenvolvedores.Net.AbstracaoInterface
{
interface IMesa
{
TipoBase Base { get; set; }
string Finalidade { get; }
bool Quebrada { get; set; }
TipoMesa Tipo { get; set; }
int Pes { get; set; }

void Consertar();
void Quebrar();
}
}

Percebam que a nossa interface IMesa tem todos os métodos e propriedades para fazer de outra classe uma Mesa, e vejam também que eu não escrevi nenhum código nela, apenas declarei as assinaturas dos métodos e propriedades. 🙂

Exemplo de Uso
Agora como exemplo de uso iremos criar alguns tipos de mesas.
Crie uma aplicação console em C#.

Copie os códigos abaixo.

Uma mesa redonda. Estamos herdando aqui a classe abstrata Mesa.

namespace Desenvolvedores.Net.AbstracaoInterface
{
/*
* repare que ao herdarmos a classe
* abstrata Mesa. Só escrevemos os métodos e propriedades
* que foram definidos como abstrato na classe pai Mesa.
*/
public class MesaRedonda : Mesa
{
public override bool Quebrada { get; set; }
public override string Finalidade
{
get { return "para discutir futebol."; }
}

public override void Quebrar()
{
Quebrada = true;
}
}
}

Agora aqui uma mesa de jantar, que também herda a classe abstrata Mesa.

namespace Desenvolvedores.Net.AbstracaoInterface
{
/*
* repare que ao herdarmos a classe
* abstrata Mesa. Só escrevemos os métodos e propriedades
* que foram definidos como abstrato na classe pai Mesa.
*/
class MesaDeJantar : Mesa
{
public override bool Quebrada { get; set; }

public override string Finalidade
{
get { return "para jantares em família."; }
}

public override void Quebrar()
{
Quebrada = true;
}
}
}

Agora aqui uma mesa de escritório. Nela herdamos a interface, reparem que tive que desenvolver todo o código para a classe filha, a interface apenas trouxe a assinatura dos métodos.

namespace Desenvolvedores.Net.AbstracaoInterface
{
/*
* Nesta classe herdamos apenas a interface IMesa.
* Vejam que tive que escrever todo o código para a classe.
* A interface trouxe apenas as assinaturas dos métodos.
*(herança de interface)
* No caso de uma classe abstrata não há a necessidade
* de se fazer todos os métodos (herança de implementação)
*/
class MesaEscritorio : IMesa
{
public MesaEscritorio()
{
Pes = 4;
}

public TipoBase Base { get; set; }

public string Finalidade
{
get { return "para trabalhar."; }
}

public bool Quebrada { get; set; }

public TipoMesa Tipo { get; set; }

public int Pes { get; set; }

public void Consertar()
{
Quebrada = false;
}

public void Quebrar()
{
Quebrada = true;
}

public override string ToString()
{
return "Olá. Eu sou uma mesa do tipo " +
Tipo.ToString() + " e minha base é de " +
Base.ToString() + ".\nEu tenho " + Pes.ToString() + " pés. " +
"E minha finalidade é " + Finalidade.Trim() + "\n" +
"*".PadLeft(80, '*');
}
}
}

E finalmente. A aplicação de exemplo:

namespace Desenvolvedores.Net.AbstracaoInterface
{
class Program
{
static void Main(string[] args)
{
//aqui criamos os nossos objetos da forma tradicional
MesaRedonda mesaRedonda = new MesaRedonda();
mesaRedonda.Base = TipoBase.Madeira;
Console.WriteLine(mesaRedonda.ToString());

MesaDeJantar mesaJantar = new MesaDeJantar();
mesaJantar.Tipo = TipoMesa.Retangular;
Console.WriteLine(mesaJantar.ToString());

MesaEscritorio mesaEscritorio = new MesaEscritorio();
mesaEscritorio.Tipo = TipoMesa.Quadrada;
Console.WriteLine(mesaEscritorio.ToString());
Console.WriteLine("Usando a interface e a classe abstrata " +
"para criar novas mesas\n" + "*".PadLeft(80,'*'));

//aqui iremos usar um pouco de polimorfismo
//que iremos discutir tambem em nossos próximos artigos
//logo, não se preocupe em saber a definição
//apenas atente para o uso da interface e da classe abstrata
//como tipo de variável

//a minha mesa pode ser de escitório.
IMesa iMesa = new MesaEscritorio();
iMesa.Tipo = TipoMesa.Redonda;
iMesa.Base = TipoBase.Madeira;

Console.WriteLine(iMesa.ToString());

//de jantar
iMesa = new MesaDeJantar();
iMesa.Base = TipoBase.Aluminio;
Console.WriteLine(iMesa.ToString());

//ou redonda
iMesa = new MesaRedonda();
Console.WriteLine(iMesa.ToString());

//e alem da interface eu posso usar a própria classe
//abstrata para definir o meu tipo de mesa
Mesa mesa = new MesaDeJantar();
Console.WriteLine(mesa.ToString());

mesa = new MesaRedonda();
mesa.Tipo = TipoMesa.Quadrada;
mesa.Base = TipoBase.Vidro;
Console.WriteLine(mesa.ToString());

Console.ReadKey();
}
}
}

Bom. espero ter respondido às dúvidas sobre abstração.
Só para reforçar, é simples. Deixe nas classes abstratas ou interfaces, todos os métodos que serão comuns aos seus objetos do mesmo grupo. Assim sendo, sempre que você declarar uma variável de um tipo Interface ou classe Abstrata poderá criar qualquer tipo de objeto que implemente uma das duas.

Ver Índice

É isso ai pessoal 🙂
Até o próximo
♦ Marcelo

About Marcelo

Nascido em Juruaia/MG em uma fazenda de criação de búfalos, e residindo na região Sul do Brasil. Trabalha com desenvolvimento de aplicações desde os 17 anos. Atualmente é Arquiteto Organizacional na Unimake Software. Para saber mais ... http://desenvolvedores.net/marcelo []'s

Definições – Avançado (POO)

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7 de janeiro de 2011
Para um melhor entendimento deste Artigo veja o Índice (Programação Orientada a Objetos)
Generalização
Generalização é o ato de tornar um objeto geral, agrupar características comuns para objetos dentro de um mesmo contexto, abstrair.
Eu tenho, por hábito e não por regra, a minha classe “Pai de Todas”(superclass) ser sempre abstrata.Veja o diagrama:
Neste caso a minha classe “Pai de Todas”(superclass) é a classe “Pessoa” 

    

Se olharmos de cima para baixo podemos ver todos os objetos gerais, no topo temos a Pessoa, que pode ser um Cliente, um Usuário. O Usuário por sua vez pode ser um Administrador, que tem poderes especiais, o mesmo pode Excluir ou Inserir novos usuários.
E se olharmos de baixo para cima? Aí teremos o próximo tópico Especialização. 🙂

  

Especialização
A especialização nada mais é do que a parte que “especializa” o objeto vindo de uma Generalização, trazer características próprias para o objeto. Seria o mesmo que olhar o diagrama acima de baixo para cima.
Veja:
O objeto Administrador  especializa o objeto Usuario que por sua vez especializa o objeto Pessoa.    

  

Delagates
Os delegates  são ponteiros para funções (métodos).

O que são ponteiros?
Ponteiro é um valor atribuído em memória que aponta para outro valor em memória através de seu endereço. (não gostei, técnico demais pro meu gosto). 
 

 

Quando há a necessidade de usarmos métodos, e ainda não sabemos qual método chamar, pois dependemos de algumas condições, podemos deixar o nosso código mais bonito usando um delegate.   

O delegate irá chamar o método definido de acordo com a nossa necessidade ou condição.   

Veja exemplo:
Abaixo temos um exemplo de uma aplicação Console em C#. 

static class Program
    {
        //declara a assinatura do delegate.
        //os métodos deverão ter a mesma assinatura
        //para que possam ser utilizados pelo delegate
        delegate int Calular(int a, int b);

        static void Main()
        {

            //declara a variável do tipo delegate
            Calular calc;

            //uma condição qualquer
            if (DateTime.Now.Second % 2 == 0)
                //define o método dividir para ser usado no delegate
                calc = new Calular(Dividir);
            else
                //define o método somar para ser usado no delegate
                calc = new Calular(Somar);

            //chama o método
            Console.WriteLine(calc.Invoke(DateTime.Now.Millisecond,
DateTime.Now.Second));

            Console.ReadKey();
        }

        //declara o método somar
        private static int Somar(int a, int b)
        {
            return a + b;
        }

        private static int Dividir(int x, int y)
        {
            return x / y;
        }
    }

Eventos
Eventos são mensagens trocadas pelos sistemas, métodos e objetos para informar um acontecimento, uma ação que se inicia,  que termina dentro da aplicação, como o próprio nome diz, um evento ocorrido.
Vejamos, ao chamar o nosso método Andar() em Pessoa podemos informar que a Pessoa está Andando até que pare de andar , ou podemos informar que a pessoa vai parar de Andar antes de realmente ela parar de Andar. (AntesPararAndar), assim sendo o objeto chamante pode executar alguma ação antes de a Pessoa realmente parar de Andar.  

 Exemplo de eventos em C#:
Para usar eventos em C# temos que fazer uso de delegates como foi visto acima o delegate e um ponteiro para uma função (método), e eventos usam delegates para apontar a qual método o mesmo deverá chamar.   

Declaração de Pessoa

public class Pessoa
    {  
        //declaração da assinatura do delegate
        //que irá tratar os eventos
        public delegate void AndarHandler();

        //este evento irá mostrar que podemos esperar
        //retorno do objeto que chamou
        //o parâmetro pararAndar irá retornar true or false
        //dependendo do caso se for ou não para parar de andar
        public delegate void AndandoHandler(out bool pararAndar);

        //declaração dos eventos
        public event AndarHandler AntesAndar;
        public event AndarHandler AntesPararAndar;

        //repare aqui que iremos usar o segundo delegate
        public event AndandoHandler Andando;
       
        //declaração do método andar
        public void Andar()
        {
            //aqui iremos chamar o evento AntesAndar e avisar
            //o objeto chamante que iremos começar a Andar.
            AntesAndar();

            DateTime pararAs = DateTime.Now.AddSeconds(30);

            //aqui iremos andar por 30 segundos
            while (pararAs > DateTime.Now)
            {
                bool pararAgora = false;
                //aqui iremos notificar que a
                //pessoa continua Andando
                Andando(out pararAgora);

                if (pararAgora)
                {
                    //antes de parar, notificar que vou parar
                    AntesPararAndar();
                    break;
                }

                //aqui apenas iremos parar por um segundo.
                //não se preocupem com esta linha
                System.Threading.Thread.Sleep(1000);
            }
        }
    }

Declaração do objeto para testes.
É uma aplicação do tipo Console. 

static void Main()
        {
            //cria uma pessoa
            Pessoa marcelo = new Pessoa();

            //define os métodos que irão tratar os nossos eventos
            marcelo.Andando +=
new Pessoa.AndandoHandler(marcelo_Andando);
            marcelo.AntesAndar +=
new Pessoa.AndarHandler(marcelo_AntesAndar);
            marcelo.AntesPararAndar +=
new Pessoa.AndarHandler(marcelo_AntesPararAndar);

            //chamar o método para que marcelo possa Andar
            marcelo.Andar();

            Console.WriteLine("Marcelo parou de andar.");

            Console.ReadKey();

        }

        static void marcelo_AntesPararAndar()
        {
            Console.WriteLine("Marcelo irá parar de andar.");
        }

        static void marcelo_AntesAndar()
        {
            Console.WriteLine("Marcelo irá começar a andar.");
        }

        static void marcelo_Andando(out bool pararAndar)
        {
            pararAndar = false;
            //a pessoa marcelo só vai parar se a condição for verdadeira
            if (DateTime.Now.Second % 7 == 0)
                pararAndar = true;

            Console.WriteLine("Marcelo está andando.");
        }
SaberMais Para saber mais sobre delegates.

Foi escrito um novo artigo com tópicos avançados sobre delegates.

Delegates

Com isso terminamos a definição de POO. Aguardem agora os próximos artigos que vamos abordar nesse assunto, ainda temos muita coisa para ver.

Ver Índice

É isso ai pessoal 🙂
Até o próximo
♦ Marcelo

About Marcelo

Nascido em Juruaia/MG em uma fazenda de criação de búfalos, e residindo na região Sul do Brasil. Trabalha com desenvolvimento de aplicações desde os 17 anos. Atualmente é Arquiteto Organizacional na Unimake Software. Para saber mais ... http://desenvolvedores.net/marcelo []'s

Definições – Intermediário (POO)

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19 de dezembro de 2010
Para um melhor entendimento deste Artigo veja o Índice (Programação Orientada a Objetos)
Mensagens:
As mensagens são bem simples de entender, mensagens são informações trocadas entre um objeto e outro.
Estas mensagens podem modificar o comportamento do objeto a quem a mensagem foi direcionada,
ou retornar um valor a quem pediu.
A interação dos objetos é feito através de mensagens.Ex: É uma chamada para invocar um de seus métodos.

Pessoa pessoa = new Pessoa();
pessoa.Comer("Maçã");

Neste caso a chamada do método Comer(string alimento) em pessoa gerou uma mensagem,
e indicou ao objeto pessoa para comer uma maçã.

Vejamos outro exemplo:

Pessoa pessoa = new Pessoa();
//aqui Sonhar() retorna true
if (pessoa.Sonhar())
Console.WriteLine("A pessoa está sonhando");

Neste caso o objeto retornou uma informação a quem o chamou, o método retornou que a pessoa esta sonhando.

Overriding:
Override nada mais que é que sobrescrever, substituir o método da classe pai por um método escrito na classe filha.
Você só pode usar o override em métodos que permitam serem sobrescritos.
Ex:
A classe Marcelo (sou eu … rs) herda de pessoa seu comportamento, atributos e todo o mais.
Mas Marcelo não gosta de maçãs, logo a classe Marcelo vai sobrescrever o método Comer(string alimento).
Vejamos como fica:

class Marcelo : Pessoa
{

public override void Comer(string alimento)
{
if (alimento == "Maçã")
Console.WriteLine("Eu não gosto de maçãs. Não vou comer.");
else
base.Comer(alimento);
}
}

Overload:
Ao pé da letra sobrecarga de métodos, significa ter métodos com o mesmo nome e assinatura* diferente.
*Assinatura:
Assinatura de um método é como ele foi declarado, seu nome completo, nome e sobrenome (parâmetros).
Ex: Veja o método Comer(string alimento) podemos dizer que Comer é seu nome e string alimento
é seu sobrenome (parâmetros) que podem ser um ou mais.
Veja o método Comer na classe Pessoa.

public class Pessoa
{

public string Nome { get; set; }

public void Andar()
{ }

public virtual void Comer()
{ }

public virtual void Comer(string alimento)
{
Console.WriteLine("Comendo " + alimento);
}

public void Falar()
{ }

public Boolean Sonhar()
{
return true;
}
}

Persistência:
É a capacidade de um objeto de salvar seus dados para uso em outro momento.
Este termo é muito utilizado quando falamos de banco de dados, onde um objeto salva os dados em uma tabela.
Imaginamos que no objeto pessoa temos as propriedades, Nome, Telefone e CPF e precisamos salvar
estes dados para que quando o aplicativo for fechado possamos recuperar o mesmo ao abrir o aplicativo novamente.

Existem dois tipos de dados, transientes ou persistentes:

Para reforçar:
Dados Transientes: São dados que são válidos apenas dentro do programa ou transação.
Quando o programa é fechado ou a transação termina os dados se perdem
Dados Persistentes: São armazenados fora do contexto do programa,
existem mesmo quando o programa for fechado e
podem ser recuperados a qualquer momento.

Exemplo em CSharp de como persistir (serializar) um objeto

Declaração da classe Pessoa:

public class Pessoa
{
public string Nome { get; set; }

public string Telefone { get; set; }

public string CPF { get; set; }
}

Exemplo da serialização:

//popular o objeto pessoa
Pessoa pessoa = new Pessoa();
pessoa.Nome = "Marcelo";
pessoa.CPF = "000.000.000-00";
pessoa.Telefone = "(00) 0000-0000";

//criar o objeto que irá serializar a pessoa em XML
System.Xml.Serialization.XmlSerializer x =
new System.Xml.Serialization.XmlSerializer
(pessoa.GetType());

//salvar no arquivo XML pessoa.xml
System.Xml.XmlTextWriter xmlWriter =
new System.Xml.XmlTextWriter("pessoa.xml", Encoding.UTF8);

//serializar para pessoa.xml
x.Serialize(xmlWriter, pessoa);

//liberamos o arquivo xml
xmlWriter.Flush();
xmlWriter.Close();

//Neste momento se você abrir o arquivo pessoa.xml
//em algum editor
//verá os dados do objeto pessoa
System.Xml.XmlTextReader xmlReader =
new System.Xml.XmlTextReader("pessoa.xml");

//recuperar os dados e popular o objeto pessoa.
pessoa = (Pessoa)x.Deserialize(xmlReader);

//como teste, iremos passar o nome para uma variável string
string nomePessoa = pessoa.Nome;

Esta ilustração mostra o processo geral de serialização.

Ver Índice

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